Mal mais uma vez, o Flamengo, que ainda não conseguiu vencer sob a batuta do técnico Ney Franco - já são cinco partidas -, deixou a desejar, e vai precisar melhorar e muito nessa paralisação do Campeonato Brasileiro em virtude da Copa. O time soma apenas sete pontos na tabela. Com exceção do goleiro Paulo Victor, com boas defesas que evitaram goleada maior, ninguém se salvou. Os laterais apoiaram mal e foram totalmente dominados, a zaga, lenta com Wallace e Chicão, e os volantes se colocaram mal e não sabem sair jogando. O meio-campo se ressente de jogadores criativos. Mugni até tentou melhorar um pouco o time quando entrou na segunda etapa, mas não tinha com quem tabelar. E, com tudo isso, o ataque sequer teve chances de concluir.
O primeiro tempo terminou com o fiel retrato da tabela do campeonato. O Cruzeiro, líder, organizado, mortal no momento que desejasse, fez o que quis na partida, aproveitando-se ainda de um Flamengo totalmente desorganizado na defesa. Se Nilton e Henrique dominavam totalmente a luta pela posse de bola - a Raposa teve 28 roubadas, contra 13 rubro-negras -, o meio-campo trabalhava. E como. Marlone, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart trocavam de posições. Borges, fixo na frente, deixava a zaga do Fla mais presa. E Wallace não dava conta. Chicão tentava se desdobrar para conter a chegada do toque de bola cruzeirense de pé em pé. Léo Moura, pela direita, não conseguia conter os avanços do veloz Egídio. Samir, pela esquerda, ainda sem cacoete de lateral, enfrentou um Mayke cuja velocidade era de espantar.
As roubadas de bola nas equivocadas saídas de jogo da defesa do Fla terminaram em dois gols seguidos, aos 16 e 18 minutos, num momento em que o Flamengo até tentava crescer na partida. Mas Alecsandro errou jogada na intermediária, e não deu para segurar a linda linha de passes da Raposa, que terminou com Éverton Ribeiro tocando de cabeça para Ricardo Goulart apenar concluir. Esse foi o primeiro. No segundo gol, o bom volante Henrique, um dos destaques da partida, roubou mais uma bola e entregou de presente para Éverton Ribeiro, o onipresente, bater de canhota para as redes, sem defesa.
Daí em diante, ficou tudo mais fácil. Éverton Ribeiro poderia ter feito mais um, não fosse grande defesa de Paulo Victor, em chute cruzado. O Flamengo não mostrava poder de reação. Tocava a bola de um lado para o outro. Márcio Araújo até procurava melhorar a saída de bola, mas ninguém na frente também se apresentava para receber. E o Cruzeiro apertava, Em nova bonita troca de passes, Ricardo Goulart recebeu do lado esquerdo da área e finalizou. Paulo Victor deu o rebote para Borges completar e fazer o terceiro, bem aos 45 minutos.
No segundo tempo, Ney Franco tentou melhorar a equipe rubro-negra, trocando Alecsandro por Lucas Mugni e Samir por João Paulo. Mas nada. O argentino até melhorou um pouco o toque no meio de campo, mas não tinha com quem jogar. Do lado da Raposa, as jogadas saíam com velocidade. Nos quatro primeiros minutos, houve duas chances claras: a primeira com Nilton e a segunda com Ricardo Goulart, que numa cabeçada à queima-roupa obrigou Paulo Victor a outra boa defesa.
Marcelo Oliveira fez duas trocas, por puro cansaço: Marlone e Borges, bem no jogo, deram vez a Elber e Luan. E um tocou para o outro quase fazer um golaço: Elber centrou para Elber matar no peito e mandar com estilo para Paulo Victor mandar a escanteio. O time já tinha Julio Baptista no lugar de Éverton Ribeiro. O Fla, com Gabriel no lugar de Amaral, nada conseguia. O abismo era grande entre as duas equipes na tabela e no campo.Reportar Erro
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