Medalhista de prata nos Jogos do Rio, o ginasta Diego Hypólito fez questão, neste sábado (20), de dividir a conquista com um personagem, em geral, atacado por atletas ao fim de cada ciclo olímpico: o governo. Indo de encontro à velha corrente que critica o Estado por não investir no esporte, Diego considerou o apoio governamental como fundamental para o resultado da ginástica artística brasileira nas Olimpíadas, mas cobrou continuidade no auxílio.
- Nós tivemos apoio fundamental do governo. Tenho certeza de que nosso resultado é fruto desse apoio. Estou falando do "Bolsa Pódio", que foi fundamental para que a gente conseguisse esse resultado. Mas temos que dar continuidade, porque esses Jogos acabam e já começa o ciclo de Tóquio. É preciso manter essa estrutura - comentou Diego em entrevista coletiva no Rio.
O ginasta explicou ainda a principal dificuldade para obter patrocínio da iniciativa privada. Mas destacou as razões pelas quais, para ele, o mais importante é, de fato, o investimento estatal no esporte.
- É muito difícil você querer que uma empresa tenha uma obrigação com todos os atletas. Por isso que é importante a manutenção do apoio do governo: para manter os equipamentos, a comissão técnica... E a gente só consegue levar a ginástica como profissão se tiver esse respaldo financeiro. Além disso, nós atletas somos algo que representa uma nação. Quando pisamos no tablado, não é o Diego, o Arthur, o Nory (outros dois medalhistas da ginástica brasileira). É o Brasil - explicou o ginasta.
A Bolsa Pódio foi implementada em 2011 pelo Governo Federal. O programa patrocina atletas com valores entre R$ 5 mil e R$ 15 mil mensais. A bolsa, no entanto, é oferecida apenas a atletas de alto rendimento e obedecendo critérios pré-definidos, como estar entre os 20 melhores no ranking de sua modalidade. Além do Bolsa Pódio, outros atletas da ginástica, como Arthur Zanetti e Arthur Nory Mariano, também recebem apoio do Ministério da Defesa, como atletas militares.
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