A partir desta quarta-feira ( 21), uma nova empresa será responsável por todo o ciclo da coleta, transporte e destinação do lixo e resíduos da saúde até o gerenciamento do aterro sanitário, varrição e limpeza da cidade, incluindo ruas de feiras (onde também será feita a desinfecção), manutenção de bocas de lobo, capina em praças, logradouros públicos, pintura de meio fio.
Na última semana, o prefeito Nelson Trad Filho assinou a ordem de serviço para a Solurb Soluções Ambientais iniciar as suas operações, que engloba a execução de 12 serviços e projetos de educação ambiental que farão de Campo Grande a segunda capital do país a se adequar às regras da lei nacional de resíduos sólidos.
O lixão será fechado na segunda quinzena de dezembro, será colocado em funcionamento o aterro sanitário e nos próximos quatro anos a coleta seletiva estará disponível em toda a área urbana. A coleta será feita diariamente nas regiões mais densamente povoadas e três vezes por semana, no restante da cidade.
O evento, que aconteceu no dia 14 de novembro no Centro de Educação Ambiental Leonor Reginato Santini – CEA Polonês, concluiu o processo de licitação iniciado em 2009 e que teve o acompanhamento de representantes do Tribunal de Contas e do Ministério Público Estadual. O superintendente da Solurb, Elcio Terra, divulgou o planejamento e o cronograma de investimentos da concessionária.
Ao longo dos 25 anos de concessão, o Consórcio Campo Grande Solurb vai investir R$ 171 milhões (exatos R$ 171.374.432,00) para executar um conjunto de serviços que renderá à empresa inicialmente R$ 4,3 milhões por mês. Hoje só a coleta e transporte do lixo custa R$ 3,3 milhões.
Em 2011, a cidade produziu 236.266.09 toneladas de resíduos, uma média diária de 650 toneladas. Deste total, 3.444.75 toneladas são o lixo produzido por unidades de saúde (desde farmácias,consultórios, clinicas, até hospitais), enquanto a produção de lixo reciclável atingiu 670 toneladas.
Já no primeiro ano de contrato, a empresa terá de investir R$ 45 milhões, valor que inclui uma frota de 45 caminhões, aparelhamento da Usina de Triagem de Resíduos, onde atuarão os catadores que hoje estão no lixão garimpando material reciclável. Eles serão capacitados para continuarem na atividade se integrando a cooperativa ou se qualificando para buscar outras alternativas no mercado de trabalho.
Para executar a coleta de lixo na área urbana e nos distritos de Rochedinho e Anhanduí, neste primeiro ano de contrato a Solurb vai investir R$ 9.639.350,00. Os recursos são para compra de caminhões coletores compactadores e containeres para acondicionamento de grandes volumes de resíduos gerados em locais públicos, com grande concentração de pessoas (praças, centros comerciais populares).
Para estruturar o trabalho de limpeza da cidade e varrição da cidade, manutenção de bocas de lobo, será necessário aplicar R$ 2.907.500,00. A implantação da coleta do resíduo produzido pelas unidades de saúde mantidas pela prefeitura, vai custar R$ 769 mil (caminhões e containeres). Está programada a instalação de um equipamento de autoclave (orçado em R$ 1,4 milhão), onde os resíduos de saúde serão esterilizados (uma espécie de panela de pressão gigante) para que possam ser triturados e, depois, depositados no aterro sem nenhum risco de contaminação. Será instalado um crematório (orçado em R$ 412 mil) a ser usado pelo Centro de Controle de Zoonoses.
Em quatro anos, a coleta seletiva que hoje é feita num perímetro que cobre 32 mil domicílios será estendida para o restante da cidade. O investimento inicial será de R$ 512 mil. A nova concessionária também vai se encarregar de dar destinação aos entulhos produzidos em obras da prefeitura. Serão gastos R$ 442 mil na compra de um caminhão poli-guindaste para o transporte do material até o destino final.
Via CG Notícias
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