O aposentado Wilmar Nery da Silva, aposentado, 55 anos, fez na semana passada sua segunda doação de medula óssea e alerta para os mitos que impedem algumas pessoas de realizarem o procedimento.
Wilmar explica que no Brasil são permitidas, pelo Registro Nacional de Doadores da Medula Óssea (REDOME), três doações alogênicas. A primeira doação é feita em centro cirúrgico, extraindo-se a medula do osso da bacia e as outras duas através de coleta por aférese, que é similar à doação de sangue.
Em junho de 2016, Wilmar fez sua primeira doação e ele fala sobre o primeiro mito que as pessoas temem ficar paralíticas por acreditar que a medula é retirada da coluna. “Fui levado para o Hospital das Clínicas de Curitiba, passei pelo procedimento cirúrgico e a medula foi tirada da minha bacia e não deixou sequelas”, ressalta. Wilmar conta que na segunda, precisou fazer uso de medicação por cinco dias, para aumentar o número de células tronco no sangue. “A única coisa que senti durante esses dias foi o osso como se formigando, mas nada que incomode”, contou. O segundo procedimento foi realizado no último dia 22 de janeiro, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “É um processo tranquilo, eu fiquei de repouso por pouco tempo e depois já estava tudo normal”, disse.
Para o aposentado, o mais importante é a desmistificação da doação. Ele conta que muita gente chega a desistir quando acha um receptor. “A falta de informação atrapalha e as pessoas acabam desistindo da doação quando encontram uma compatibilidade, por pensar que é um processo que poderia trazer algum prejuízo pra ela”, lamenta.
No Brasil, há mais de 3,7 milhões de doadores de medula óssea cadastrados, o que coloca o país como o terceiro maior banco do mundo, ficando atrás apenas da Alemanha (cerca de 6,2 milhões) e dos Estados Unidos (quase 7,9 milhões). Embora o número seja expressivo, a chance de encontrar um doador totalmente compatível é de 1 para cada 100 mil.
A chance de compatibilidade preocupa ainda mais o aposentado, já que a falta de informação faz muita gente desistir. Para ele, falar da importância da doação de medula óssea nunca é demais. “Muita gente já tentou de tudo e sua última tentativa é o transplante de medula, é muito importante que as pessoas se cadastrem e não desistam”, ressalta.
Wilmar disse que já sabe quem recebeu sua primeira doação e ainda não conhece quem vai receber a segunda. “Só podemos saber quem é depois de dois anos do procedimento e, se for da vontade dos dois, o REDOME faz o encontro”, relata. O aposentado ressalta ainda que o procedimento da cirurgia não tem custo algum para o doador. “Eles pagam a passagem, hospedagem, translado, e você só vai para retirar”, disse.
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O aposentado Wilmar Nery da Silva logo após sua segunda doação no Hospital Albert Einstein (Reprodução/Arquivo Pessoal)



