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Artesanato serve como terapia para detentas no interior

“Artesanato em bordado livre” também é opção de trabalho

08 junho 2016 - 11h33

Reeducandas do Estabelecimento Penal “Luiz Pereira da Silva”, em Jateí, estão trabalhando com a produção de bordado em tecidos, o que tem garantido ocupação produtiva e servido como terapia às custodiadas. O trabalho se tornou possível graças às um curso de “Artesanato em Bordado Livre”, realizado gratuitamente, por meio de parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Conforme a diretora do presídio, Solange Pereira da Silva, com o aprendizado foi possível que as detentas produzam peças que serão expostas para a venda em feiras na cidade. “Além dos bordados, queremos realizar novos cursos para produzir outros tipos de artesanatos, também para serem comercializados e gerarem retorno financeiro a elas”, informa.

A diretora destaca que a qualificação teve como objetivo, além de agregar ao currículo uma capacitação profissional, proporcionar mecanismos que contribuam para o bem-estar das custodiadas. “O trabalho serve, também, como uma terapia, pois ajuda a desenvolver a paciência, a persistência e a disciplina”, ressalta.

Durante a capacitação, as internas puderam aprender pontos como hastes, corrente, cheio, margarida, folha, nó francês, caseado, palestina e atrás. “Elas aprenderam também a confeccionar toalhas de lavabo, pano de copa, fronha, toalha de mesa e sacola”, informa a instrutora do Senar, Lurdes Amaral Rocco.

Tatiane Michele dos Santos, 24 anos, foi uma das 15 reeducandas capacitadas e garante que o conhecimento adquirido irá contribuir para a sua ressocialização. “Acredito que dá para eu ganhar um dinheiro para reforçar o orçamento da minha família”, comenta. Outro fato importante, aponta a interna, é que o trabalho manual ajuda e diminuir a ansiedade, que é muito forte devido à situação de aprisionamento. “A gente fica mais calma enquanto está bordando, é uma boa distração, sem falar que ficamos muito felizes com as coisas bonitas que conseguimos produzir”, afirma.

De acordo com a responsável pelo Senar em Jateí, Érica Assunção, novos cursos estão programados para serem realizados no estabelecimento penal. A próxima capacitação será de produção de peças em fibra de bananeira, como bolsas e chapéus. O curso terá início ainda este mês.

Para o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, proporcionar ocupação produtiva às internas, através da qualificação profissional, reflete diretamente na redução dos índices de reincidência criminal, já que eleva as chances de inserção no mercado de trabalho. “E o Senar tem sido um importante parceiro nosso, pois constantemente oferece cursos de qualificação a custodiados do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul”, finaliza.

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