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Ataque cibernético afetou dez empresas na capital

O especialista, Jiyan Yari, disse que na internet já se pode encontrar gratuitamente a “vacina” para combater este vírus

13 maio 2017 - 11h58Mauro Silva

Um ataque cibernético afetou várias empresas no mundo principalmente na Europa, Rússia e Estados Unidos. O Brasil também foi atingindo com a ação de rackers que espalharam o vírus Wanacrypt pelo mundo. O vírus, que se traduzido para o português pode ser chamado de "Quero Criptografar", impede que seu antivírus funcione.

O ataque aconteceu na última sexta-feira (12) deixando empresas e órgão públicos aflitos. Conforme o cientista da computação, Jiyan Yari, pelo menos dez empresas de grande porte foram afetadas em Campo Grande. 

“Esse ataque mundial começou na madrugada de sexta-feira. O vírus iniciou em toda Europa e depois Estados Unidos. O vírus é classificado como um software maldoso que existe há pelo menos três anos”, revelou Jiyan. “Existem relatos que o vírus chegou por email em forma de documentos em PDF, por isso sempre temos que desconfiar dos anexos. E se formos analisar a intenção dele ou deles até faz sentido devido a tradução do nome, 'Quero encriptar seus dados' ”, explicou. 

De acordo com Yari, o vírus criptografa os dados onde ele se instalou. Uma vez que o vírus criptografou suas informações, não tem como recuperar. Somente os rackers conseguem devolver os dados, mas para isso é preciso pagar, ou seja, um resgate. “O pagamento se dá com uma moeda virtual, o bitcoin. Cada bitcoi vale R$ 6 mil, e fica a critério do racker o valor cobrado pelo resgate”, explica.  

Uma vez infectado, a pessoa que teve seus dados criptografados não consegue reverter à situação. O invasor manda uma mensagem e diz que libera mediante pagamento de resgate. Depois de pago, o hacker  informa, por mensagem, uma senha e assim libera outro código para devolver seus dados, afirma Jiyan Yari,

O cientista revelou ainda, não ter registro de órgãos públicos que foram afetados pelo vírus, mas algumas empresas de grande porte sim. “Os órgão públicos nos procuraram ontem quando souberam dos ataques. Nós aconselhamos que todos desligassem os computadores e seus servidores”, lembrou. “Não temos registros se algum órgão público foi afetado, mas sabemos de dez empresas, grandes, que nos procuram, pois foram prejudicadas”, disse sem revelar os nomes.

O WCrypt foi registrado em mais de 100 países com mais de 75.000 ocorrências e segundo o cientista o vírus foi roubado dos Estados Unidos. “Algumas fontes estão dizendo que o RansomeWare WannaCrypt (ou Wanna Cry, “quer chorar”) foi roubado da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, pelo grupo Shadow Brokers. E foram os integrantes desse grupo que o disseminaram pelo mundo usando a internet”, relatou.

Para se protegerem do vírus, o especialista disse que na internet já se pode encontrar gratuitamente a “vacina” para este vírus. 

Lembre

Após relatos de ataques cibernéticos em empresas da Europa ao longo de sexta-feira (12) medidas preventivas de segurança foram tomadas nas repartições públicas de Mato Grosso do Sul. De acordo com a empresa russa de segurança cibernética Kaspersky ataques cometidos por hackers usando vírus do tipo ransomware afetaram infra-estruturas de informática em 74 países.

Mensagens do ciberataque, que afetaram países como Espanha, Reino Unido, Turquia, Ucrânia, Brasil e Rússia, foram escritas em romeno, mas não por um nativo. O ataque indiscriminado aconteceu através de um sistema de propagação que utiliza uma vulnerabilidade detectada nos sistemas operacionais da Microsoft e os hackers exigem como recompensa US$ 600 em bitcoins.

Matéria atualizada às 14:51

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