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"Camila morreu minutos depois de liberada", afirma tio

Após procurar atendimento em posto e ser liberada, a gestante teve uma parada cardíaca 40 minutos depois e morreu

20 dezembro 2018 - 18h54Da redação

A gestante Camila Faustino Rosa, 22 anos que morreu na noite de quarta-feira (19) cerca de 40 minutos depois de ser liberada do Centro Regional de Saúde “Dr. Antônio Pereira” (CRS Tiradentes), “teve seus órgãos retirados e encaminhados para o Hospital Regional, para realização de uma autópsia completa, para identificar a real causa da morte”, a informação foi repassada ao JD1 Notícias pelo tio da vítima.

De acordo com Carlos Henrique Faustino Rosa, tio de Camila, a jovem foi até o posto de saúde buscar atendimento, pois não estava se sentido bem, “ela vomitava bastante e ainda alegou para a médica que não tinha condições de ir embora, mesmo assim a liberaram, sem fazer nenhum exame”, afirmou Carlos.

"Camila começou a passar mal por volta das 16h15 quando foi para o posto do Tiradentes, após ser liberada, por volta das 19h40, chegou em casa, tomou um copo d'água e caiu", diz o tio emocionado.

Camila descobriu a poucas semanas que estava gestante, e iria começar a fazer o acompanhamento para realizar o pré-natal. A jovem deixa dois filhos, um de três anos, o outro de um ano e três meses.

O tio de Camila disse que não vai parar, ele quer respostas, "porque não aconteceu só comigo, acontece com várias famílias na cidade", e complementa, “a nossa saúde está um caos”.

Nota da Sesau

A equipe do JD1 Notícias entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretária Municipal de Saúde Pública (Sesau), que em nota informou:

"Conforme histórico de atendimento da paciente, ela estava gestante de 27 semanas e não fazia o acompanhamento pré-natal. O primeiro atendimento dela ocorreu na madrugada do dia 14 de dezembro no CRSs tiradentes com relato de náuseas e vômitos. Ela foi atendida, medicada e posteriormente liberada.

No dia 16 de dezembro ela retornou à unidade com os mesmos sintomas foi novamente medicada e liberada. Foram realizados exames de hemograma, transaminase oxalace e piruvic sem apresentação de alterações significativas. No mesmo dia a paciente se sentiu mal e procurou a UPA Coronel Antonino onde foi atendida, medicada e permaneceu em observação, sendo liberada em seguida.

Já no dia 19 de dezembro a paciente retornou até o CRS Tiradentes por volta de 17h35 com relato de náuseas. Ela foi novamente atendida, medicada e liberada. Por volta das 20h os familiares teriam acionado o Corpo de Bombeiros e posteriormente o SAMU relatando que ela estaria passando mal."

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