Campanha ‘Não dê esmola’ que visa incentivar as pessoas a não darem dinheiro aos moradores de rua em Campo Grande foi lançada. A proposta é da SAS (Secretaria de Assistência Social) da Capital, e pretende contribuir com as pessoas necessitadas por meio de projetos que os ajudem a serem incluídos na sociedade. A iniciativa foi apresentada nesta quinta-feira (22), na Câmara Municipal.
A ideia da prefeitura Municipal de Campo Grande é dar um olhar mais social e apurado em direção às pessoas que, hoje, se encontram nas ruas. A campanha faz parte do projeto “Campo Grande Acolhedora”, e pretende articular uma rede de proteção e cuidado para pessoas e famílias vulneráveis.
O secretário municipal de Assistência Social, José Mario Antunes, explicou que num primeiro momento abrirá 100 novas vagas em Comunidades Terapêuticas para acolher pessoas em situação de rua e que apresentam dependência de substâncias químicas como álcool e entorpecentes.
O projeto abrirá chamamento público para apoiar as comunidades terapêuticas da Capital que se habilitarem a receber as pessoas em situação de rua e que são dependentes químicos. Os encaminhamentos serão feitos pelas equipes do Seas (Serviço Especializado em Abordagem Social), que desde a década de 90 realiza busca ativa que identifique a incidência de pessoas em situação de rua, dentre outras.
De acordo com o projeto, o chamamento público será feito através da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais, que formalizará o convênio por meio da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos. Conforme o secretário, atualmente cerca de 25 entidades atuam em Campo Grande como comunidades terapêuticas.
“A finalidade é que essas pessoas acolhidas sejam assistidas dentro de sua integralidade, não apenas para tratar a dependência, mas a partir da superação dela, cada um tenha oportunidades para que haja um resgate dessa vida e que, ao sair da comunidade terapêutica, esse cidadão ou cidadã tenha todo o amparo para que não volte às ruas”, disse José Mário.
Além da ação de abordagem e acolhimento do Seas, a SAS que atua diuturnamente nas ruas da cidade e encaminha as pessoas acolhidas para o Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante e População de Rua) e para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua lançou recentemente a campanha “Onde a esmola acaba, o direito começa – Não dê esmola”, que busca incentivar as pessoas a não darem esmolas, já que tal atitude colabora para a permanência das pessoas nas ruas e cria a ilusão de que é possível viver da mendicância.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Tio-avô é condenado a mais de 16 anos de prisão por estupro de menina em Batayporã

Receita Federal anuncia regras para declaração do IR 2026

Ação da PM no Jd. Noroeste intercepta carga de cigarros contrabandeados que iria para SP

Padrasto é preso após filmar enteada durante banho em Campo Grande

Acidente com ônibus na BR-267 deixa um morto e feridos em Nova Alvorada do Sul

Alta procura pela Defensoria escancara crise na saúde pública em Campo Grande

Caravana da Castração segue com atendimentos gratuitos na Capital

Lei que proÃbe multa por fidelidade reforça direitos do consumidor em Mato Grosso do Sul

Três magistrados disputam no TJMS vaga de desembargador deixada por Djailson de Souza







