Mistura de temas, linguagens e o incentivo à livre manifestação do espírito artístico. Esta é a proposta do projeto “Clube de Leitura Arlequim”, lançado neste sábado no Centro de Formação da Secretaria Municipal de Educação. Coordenado pela Divisão de Educação e Diversidade da Semed, o objetivo é fortalecer a disciplina “Iniciação aos Estudos Literários”.
O “Arlequim” vai trabalhar com professores das escolas que aderirem ao projeto, promovendo a leitura de obras produzidas por autores sul-mato-grossenses, como Manoel de Barros, Augusto Cezar Proença, Raquel Naveira, Flora Tomé, Theresa Hilcar e Hélio Serejo. Serão, também, promovidos diálogos com diversos autores da literatura brasileira.
A equipe de coordenação do projeto explica que é importante trabalhar a leitura além dos livros didáticos, focando também as obras literárias, que nem sempre fazem parte da organização curricular.
“A literatura provoca debates, exercícios interpretativos, e, acima de tudo, proporciona um encontro com a humanidade. Por isso precisa ser respeitada e considerada no processo educativo. É preciso ampliar seu tempo e espaço nas aulas da base comum do currículo”, ressalta a técnica Adriana Cercarioli.
E essa proposta de aguçar a curiosidade já começa pelo nome do projeto. Adriana explica que o personagem Arlequim, que tem origem na literatura italiana, mas também presente no folclore brasileiro,carrega uma personalidade provocadora e inquieta, mas também humanista, elementos que permeiam as obras literárias.
Na apresentação do projeto, os educadores inscritos puderam desfrutar, na prática, a proposta do Clube de Leitura. Em uma dinâmica, todos foram convidados a brincar com bolhas de sabão, ao som da versão musicada do poema “Bolhas”, de Cecília Meireles.
Direcionado aos alunos das escolas do campo e as unidades que tem a EJA – Educação de Jovens e Adultos – neste início o projeto já deve atender média 1,5 mil alunos e a expectativa é que todas as oito escolas do campo e as 20 que contam com o EJA integrem o Clube de Leitura Arlequim.
A organização será dividida em três formas de roteiros: Leitura Amiga, Leitura em Casa e Leitura em Rede. A adaptação desse roteiro será feita pelo próprio professor da unidade escolar.
Após a sequência dos roteiros será registrada uma trajetória por meio de um memorial do aluno e do professor intitulado “Casa da Palavra”. Nesse instrumento, ambos poderão descrever as experiências proporcionadas pelas leituras e produções escritas propostas.
Ao final do trabalho, os professores adotarão, como elemento de avaliação, o “Memorial Casa da Palavra”, um portfólio que reunirá os registros da trajetória do projeto.
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