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Corumbá lidera os focos de queimadas no Brasil, diz Inpe

Instituto revela que a região pantaneira é que a mais sofre com os focos de incêndios em florestas no país

22 julho 2020 - 15h13Flávio Veras

O Município de Corumbá lidera os focos de queimadas em florestas no país. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) o território, que compreende a região pantaneira, já contabiliza neste ano 2.370 focos de queimadas, são 1.855 focos a mais do que a cidade de Poconé, em Mato Grosso, que aparece em segundo lugar, com 515 focos.

Ainda conforma o órgão, isso representa que Corumbá tem 46,8% do total de queimadas do país. Já nos primeiros 22 dias de julho, o município registrou 597 focos de queimadas, sendo que nas últimas 48 horas, 152.

Outro dado que alerta a situação no Pantanal é que, os números registrados colocam o bioma como uma das áreas com maior número de focos de incêndio em 22 anos, desde o início dos trabalhos do Inpe. São 3.415 focos de calor este ano. 

Combate

Segundo o Governo de Mato Grosso do Sul, foram destacados cinco homens do Corpo de Bombeiros e sete brigadistas do PrevFogo para o combate aos focos mais próximos da área urbana que tem provocado uma nuvem de fumaça sobre a cidade, piorando as condições do ar. O combate se dá em situação precária, afirmou o comandante.

Os homens se deslocam de barco até o ponto mais próximo, depois seguem a pé carregando bombas de água nas costas por distâncias longas e atravessando trechos alagadiços.

Só nessa região as chamas já consumiram cerca de mil hectares de vegetação nativa. Outros focos se espalham pela região pantaneira, que nessa época do ano está com farta biomassa e muito propensa a ocorrências dessa natureza. Não é possível determinar a origem do fogo, porém sabe-se que em muitos casos se trata de queimadas para renovação de pastagem ou abertura de novas áreas de lavoura que fogem do controle e acabam virando incêndios de grandes proporções.


Tanto o Ibama quanto o Corpo de Bombeiros de Corumbá já solicitaram o envio de aeronaves para fazer o reconhecimento das áreas, detectar a localização e traçar estratégias para combater os focos de incêndio, assim como para transportar as equipes. O tempo que se gasta para chegar ao local da ocorrência é crucial para o sucesso do trabalho. Atualmente as equipes se deslocam de barco e a pé, e com apoio de um helicóptero esse transporte seria muito mais eficiente e rápido.

No ano passado Mato Grosso do Sul perdeu mais de 1 milhão de hectares de vegetação e também lavouras em incêndios. Foi preciso montar uma verdadeira operação de guerra que contou com apoio de aeronaves e homens do Corpo de Bombeiros de outros estados, além de todo contingente dos bombeiros, PMA e brigadistas particulares.

 

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