O delegado Wellington Vieira, titular da 21ª Delegacia de Polícia, vistoriou, na manhã desta quarta-feira (29), a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, a fim de investigar a suposta agressão cometida contra o ex-governador Anthony Garotinho. O policial percorreu a galeria onde ficou preso o político e contou pelo menos 12 pontos de controle por onde teria de ter passado o suposto agressor.
Wellington disse que não pode descartar nenhuma hipótese no momento e que somente com a perícia no sistema de câmeras será possível concluir se houve ou não a agressão a Garotinho. A defesa do ex-governador e o Ministério Público (MP) também pediram perícia no equipamento, para saber se houve edição na gravação.
Garotinho alegou que, na madrugada do último sábado (25), por volta de 1h30, um homem entrou em sua cela e lhe agrediu com uma paulada no joelho e um pisão no pé, que deixou hematomas, constatados no exame do Instituto Médico Legal (IML).
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária sustentou que as imagens das câmeras de segurança não demonstram a suposta agressão e, por isso, decidiu punir Garotinho por falsa comunicação de crime e o enviou para o Complexo Penitenciário de Bangu.
Na cadeia de Benfica estão presos o ex-governador Sérgio Cabral, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado afastado Jorge Picciani, e os deputados afastados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, além de ex-secretários e ex-assessores do governo Cabral.
Eles são considerados desafetos políticos de Garotinho, que os denunciou inúmeras vezes, tendo inclusive divulgado a famosa foto dos guardanapos na cabeça, em um restaurante em Paris. A defesa de Garotinho também requereu perícia nas imagens, para saber se elas foram editadas.
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