De janeiro a abril deste ano, a Patrulha Maria da Penha fez 1.401 visitas em domicilio. O atendimento é contabilizado mensalmente, com as ocorrências de sucesso e insucesso.
A visita de sucesso é contabilizada quando a vítima é encontrada em casa. A chefe de divisão da Patrulha Maria da Penha, Nélis Braúna, explica que em alguns casos são realizados os acompanhamentos via telefone, por manifestações de interesse da requerente ou insucesso na visita em domicílio.
“A Guarda Civil Municipal realizou, no período de janeiro a abril deste ano, 741 ligações. Quando a vítima liga pedindo ajuda, nós deslocamos com a viatura até a residência para atender a ocorrência, conter o agressor ou até mesmo para trazer a vítima até a Casa da Mulher Brasileira. Essas situações são atendidas por meio de ordem judicial”, explicou Nélis.
A patrulha também atende casos de violência doméstica envolvendo agressões de filhos. Nélis cita como exemplo o caso de uma mulher de 76 anos, agredida pelo filho de 46 anos, que é usuário de droga
A GCM Ana Cristina Cardoso, comandante de uma das viaturas, pontua que em cada visita a patrulha faz um relatório, que é repassado a equipe que acompanha as mulheres que solicitam medida protetiva. Há, segundo ela, todo um cuidado no tratamento destas mulheres, fragilizada por toda situação de violência. “Damos tratamento humanizado e orientação correta às vitimas. Para fazer este trabalho, passamos por um curso de capacitação especifico, que tivemos na Guarda Municipal”, explicou.
A Patrulha Maria da Penha tem uma equipe de 25 Guardas Municipais, incluindo 10 mulheres, que atuam 24 horas no atendimento a ocorrências de violência contra a mulher. Se houver flagrante, o agressor é preso e conduzido a Delegacia da Casa da Mulher Brasileira, para que sejam providenciadas as medidas cabíveis.
Na Casa da Mulher Brasileira há ainda o serviço do Ministério Público, que dá encaminhamento ao Poder Judiciário. Nos casos em que a mulher já sofreu a violência, ela é conduzida até a Casa da Mulher Brasileira, onde recebe toda assistência psicológica e jurídica.
O Secretário Especial de Segurança Pública e Defesa Social, Valério Azambuja, destaca o objetivo principal da Patrulha, que é garantir a efetividade da Lei Maria da Penha, integrando ações e estabelecendo relação direta com a comunidade, assegurando atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
A Patrulha Maria da Penha conta com duas viaturas exclusivas para realizar as ocorrências e atendimento em Campo Grande. Levando em conta o princípio da dignidade da pessoa humana e a complexidade social e psicológica em que a agredida se encontra, a equipe responsável pelas visitas tem sempre uma guarda municipal assumindo o comando da viatura. Esta política interna adotada usa a figura feminina com o objetivo de não constranger a vítima.
Os integrantes da patrulha passaram por capacitação feita pela Delegacia da Mulher, Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e Defensoria Pública, garantindo treinamento para dar o tratamento necessário às mulheres fragilizadas.
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