Os investimentos do Governo do Estado na educação contemplam a restauração da histórica Escola Caetano Pinto, em Miranda, construída em 1922 – cuja estrutura estava comprometida por falta de manutenção. A última reforma ocorreu em 1993, na gestão do ex-governador Pedro Pedrossian. Ao inaugurar em maio uma escola indígena no município, o governador Reinaldo Azambuja garantiu a obra na antiga unidade, atendendo reivindicação da comunidade estudantil.
“Estávamos esperando essa remodelação há mais de 10 anos. Foi uma batalha de décadas, e agora, tenho certeza, vamos seguir mais motivados no projeto maior que é formar cidadãos”, afirmou a diretora da Caetano Pinto, professora Edina Barbier da Silva, ex-aluna da escola.
Situado na Avenida Afonso Pena, 198, centro de Miranda, o atual prédio da unidade escolar foi construído em 1941 e, segundo alunos da época, a única grande reforma teria ocorrido em 1993. Agora, o Governo do Estado investe R$ 1.033.916,68 na reformulação completa da sua estrutura e ampliação, incluindo a construção de uma biblioteca e sala de jogos e adaptação da quadra de esportes, com a implantação de arquibancada. As obras seguem em ritmo acelerado, com previsão de conclusão para o próximo ano letivo.
Nova escola
As adequações físicas incluem ainda a restauração das salas de aula e dos professores, com adaptações para receber ar-condicionado, bem como banheiros, cantina, troca do telhado e das redes elétrica e hidráulica. “É um sonho que está sendo realizado. A Caetano Pinto é como se fizesse parte da nossa família, e as intervenções que estão ocorrendo melhoraram inclusive a autoestima dos alunos”, conta a diretora.
Edina Silva lembra a convivência diária com as precariedades da escola, decorrentes da falta de manutenção por tanto tempo. “A parte elétrica e hidráulica era um problema sério, causando prejuízos e aumento do custeio com a queima periódica de equipamentos e lâmpadas, sem falar das rachaduras, goteiras. Estamos ganhando uma nova escola”, diz a professora.
A histórica escola conta com 12 salas de aula e atende 779 alunos do 2º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, além de atividades noturnas com cursos de pré-vestibular e técnico-profissionalizantes.
Obra Inacabada Zero
Além da construção da Escola Indígena Professor Atanásio Alves (Programa Obras Inacabadas Zero), com seis salas de aula e quadra de esportes com arquibancada, para atender os 173 alunos da Aldeia Lalima, o Governo do Estado vem dando total atenção ao ensino público em Miranda. Somente os investimentos na edificação da escola de padrão indígena, foram investidos R$ 1.842.266,75, com complementação de R$ 148 mil para execução de serviços de urbanização, instalação de luminárias e sistema de proteção contra descargas elétricas.
Este ano, os investimentos em kit escola triplicaram em relação a 2015, somando R$ 102 mil. A rede escolar local (cinco unidades, sendo duas em áreas indígenas) recebeu R$ 47 mil em uniformes e R$ 44 mil em merenda. Para garantir o transporte escolar no meio rural, a secretaria estadual de Educação investe este ano R$ 174 mil, com redução de custos no comparativo ao ano letivo de 2015.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

População sofre com longa espera por exame cardÃaco, e investigação é aberta na Capital

Pena de Christian sobe e mãe de Sophia é apontada como culpada, mas tem pena reduzida

VÃdeo mostra execução a tiros e correria generalizada em adega lotada no Jd. Vida Nova

PM prende traficantes e fecha 'biqueira' no Jardim Los Angeles, em Campo Grande

Justiça barra recurso e acusado de tentativa de feminicÃdio vai a júri em Campo Grande

Brasil e BolÃvia discutem integração energética e logÃstica com impacto para Mato Grosso do Sul

Tio-avô é condenado a mais de 16 anos de prisão por estupro de menina em Batayporã

Receita Federal anuncia regras para declaração do IR 2026

Ação da PM no Jd. Noroeste intercepta carga de cigarros contrabandeados que iria para SP







