A greve se mantém. A afirmação é da presidente do Sintect-MS, Elaine Regina Oliveira, sobre a paralisação das atividades dos trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) de Corumbá, iniciada na terça-feira (30).
Os funcionários do setor de entrega da unidade de Corumbá da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos reivindicam melhores condições de trabalho e afirmam que os problemas estruturais e implementação recente de novo sistema de entrega acabam prejudicando o trabalho, gerando transtornos aos funcionários e à população.
Apesar de em nota, a assessoria de imprensa da empresa ter informado que previa o fim da paralisação ainda na terça-feira (30), a presidente do sindicato afirmou que não houve sinalização por parte dos Correios.
“A greve se mantém. A empresa não teve força de vontade de dialogar. Estamos tentando um diálogo com as gerências, com a vice-presidente de gestão de pessoas para tentar resolver a situação e assim também conseguir dar condições melhores de atendimento à população, à prestação de serviço dos Correios”, informou Elaine.
A sindicalista ainda enviou imagem de veículo utilizado para as entregas para demonstrar as condições em que os carros estão operando. Em nota, a empresa afirmou nesta terça-feira (30) que todos os quatro furgões, assim como as motos, estariam operando.
“Enviei – a foto – para demonstrar, porque a empresa solta nota dizendo que os veículos estão em condições, o que não é possível observar na imagem. O carro com o pneu totalmente no aro e a empresa tem usado de mentira para tentar enfraquecer o movimento de greve”, considerou.
Sobre a possibilidade de os clientes irem até o Centro de Distribuição Domiciliar para retirar as encomendas, a presidente informou que o atendimento ficará a cargo dos funcionários que não aderiram ao movimento.
“O gestor está lá dentro juntamente com o supervisor, caso os clientes apareçam aqui, a nossa orientação é que conversem com eles”, explicou.
Cerca de 40 mil entregas paradas
A deficiência no serviço de entrega ocasionada pelas más condições de trabalho apontadas pelo Sintect-MS, acabou deixando cerca de 40 mil objetos e correspondências parados na unidade de Corumbá. O movimento, segundo a representante dos trabalhadores, é necessário para que as deficiências sejam corrigidas.
“Justamente por isso que os trabalhadores paralisaram as atividades. Ou a gente busca fazer com que a empresa resolva essa situação para que os trabalhadores deem conta da entrega ou o caos vai aumentar ainda mais e a população será penalizada. A população que reclama hoje que não está recebendo as correspondências por conta da greve, deve entender que a situação não é bem assim, eles já não estavam recebendo e essa greve é para que ela consiga receber as correspondências em dia”, explicou Elaine.
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"A greve se mantém. A empresa não teve força de vontade de dialogar", afirmou a presidente do Sintect-MS 



