Menu
Menu
Busca quarta, 28 de fevereiro de 2024
Geral

Heloíza sofre enquanto espera por cirurgia craniana na capital

Heloíza está no aguardo da cirurgia de craniossinostose via ação judicial desde agosto de 2021

02 março 2022 - 09h12Sarah Chaves    atualizado em 02/03/2022 às 11h07

Com dificuldades para conseguir o procedimento cirúrgico para a filha, Mara apela por agilidade do SUS, pois, depois de meses, sua filha de 1 ano ainda não passou pelo procedimento que é vital para a saúde dela.

Heloíza Gabrielly nasceu com a Síndrome de Saethre Chotzen, disgnosticada nos primeiros dias de vida. A síndrome de Saethre-Chotzen é uma doença rara, que pode causar alterações craniofaciais e estrabismo. A incidência é de 1 para 50.000 nascidos vivos.

De acordo com o laudo médico emitido pela Santa Casa, Heloiza está no aguardo da cirurgia de craniossinostose via ação judicial desde agosto de 2021.

Josimara Regis Cavalcante conta que eles entraram na Justiça pelo sequestro do dinheiro do Estado para fazer a cirurgia pela Cassems. “Pois lá tem a UTI adequada, material adequado pós-cirúrgico. Já no SUS não temos essa certeza, e essa espera toda pode ser jogada por água abaixo”, explicou a mãe da pequena.

Em dezembro, foi decidido pelo juiz da 3ª Vara de Fazenda pública e de Registros Públicos de Campo Grande, um prazo de 30 dias para a realização da cirurgia de craniossinostose complexa. Segundo o médico da bebê, é a maior cirurgia de cabeça já feita em crianças.

Mas o prazo inicial não foi cumprido e em janeiro, o advogado que defende Heloíza entrou com um recurso e o prazo foi extendido para mais 30 dias, e já no final, Josimara conta que se o procedimento não for feito o juiz afirma que vai liberar o sequestro para o hospital da Cassems .

Porém a espera é difícil para Heloísa que sofre com uma pressão craniana e corre risco de vida. “Ela toma remédio para dor, tem dias que ela não come, e agora não consegue dormir, acorda 2h da madrugada choramingando”, contou a mãe.

A cirurgia é permanente e corrigiria o problema de Heloíza, no entanto é muito cara, e sairia por volta de R$ 480 mil no privado, dinheiro esse que Josimara não poderia pagar, já que deixou o emprego para cuidar da filha.

O JD1 Notícias entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Estado e do Município de Campo Grande, réus na ação.

A Procuradoria-Geral do Município alegou ao JD1 Notícias que está cumprindo a decisão judicial, conforme consta nos autos. "Houve agendamento de consulta no dia 12/01/2022, no qual a paciente foi atendida. A programação é aguardar liberação cirúrgica de cardiologista para poder solicitar cirurgia neurológica, cujos procedimentos estão sendo realizados pelo SUS. Portanto, não houve descumprimento por parte do Município", afirmou 

 

Reportar Erro

Deixe seu Comentário

Leia Também

Geral
Horóscopo do dia - Veja a previsão para o seu signo 28/02/2024
Justiça
Assassino de Wesner é preso e começa a cumprir 12 anos de prisão na Capital
Justiça
TRE manda fazer recontagem que deve colocar Duarte na Assembleia
Geral
Cachorro é resgatado em situação de maus-tratos em Ivinhema e ONG pede ajuda
Geral
PGE fala de inovação e desenvolvimento em seminário do SEBRAE
Geral
Volume de cabos de telecomunicação furtados em 2023 chegou a 5,4 milhões
Polícia
Neta tenta reanimar avô, mas idoso morre após queixar-se de dores em Campo Grande
Geral
Influencer é agarrada por homem durante gravação de um vídeo
Geral
Faustão é internado e pode passar por novo transplante
Geral
Pesquisa aponta que gás de cozinha pode variar de R$ 94 a R$ 125 na Capital

Mais Lidas

Vídeos
Vídeo: Travesti bate em jovem e tribunal a pune
Justiça
Ex-secretários de saúde de Glória de Dourados são condenados pelo TCE-MS
Geral
Mulher de 33 anos morre após se queimar fritando ovo em casa
Justiça
Camila Jara enfrenta batalha jurídica no TRE