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Imigrantes contam experiências de morar no estado

Eles também discutem desafios e perspectivas fora da terra natal

24 maio 2018 - 12h32Da redação com assessoria

No Brasil há pouco mais de seis meses e em Campo Grande em torno de 40 dias, Jésus e Juan Malave, pai e filho, juntamente com o amigo Miguel Carlos, tentam retomar a vida normal depois de saírem da Venezuela motivados pela grave crise econômica e social que o país vizinho atravessa. Mesmo com dificuldades de se comunicar em português eles são unânimes em apontar que o Brasil deve ser sim o novo lugar de morada do trio, e que ainda pretendem, com o passar do tempo, trazer familiares que ainda permanecem na Venezuela.

“Quero trazer minha esposa e meus outros filhos que ainda estão na Venezuela. Fomos bem recebidos pelo povo de Campo Grande e do Brasil, e aqui queremos trabalhar e nos estabelecer”, relata Juan, músico com 40 anos de idade.

Essas e outras situações de imigrantes, refugiados e apátridas foram discutidas nessa quarta-feira (23), no II Colóquio organizado pelo Comitê Estadual para Refugiados, Migrantes e Apátridas no Estado de Mato Grosso do Sul (Cerma), ligado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), abordando os desafios e perspectivas das migrações atuais.

O Cerma conta na sua composição com a participação de órgãos públicos como Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e entidades como a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), que sediou o evento.

Na abertura do evento a secretária da Sedhast, Elisa Cleia Nobre, destacou a necessidade de um constante diálogo em torno da temática. “É um tema que afeta a todos nós, e assim precisamos de uma contribuição geral de toda a sociedade, que se faz representar pelas diversas instituições que hoje aqui estão”, disse, ressaltando ainda que também é preciso pensar a situação dos imigrantes desde o acolhimento dessas pessoas que aqui chegam.

Representando a UCDB, a professora doutora Luciane Pinho pontuou que a instituição está sempre em sintonia com as temáticas que envolvem a sociedade, considerando que, na sua visão, um novo mundo está nascendo e que o ser humano é superior a qualquer fronteira colocada.

Dentro da programação do evento o professor doutor Cezar Augusto Silva da Silva, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), proferiu a palestra: “Nova Lei da Migração: Desafios e Perspectivas no Mato Grosso do Sul”, tendo como debatedores a professora doutora Ana Paula Martins, também da UFMS; Jeferson Pereira, do Ministério Público do Trabalho e a defensora pública da união, Daniele de Souza Osório.

As Interfaces das Políticas na Migração ficou por conta dos debatedores professor doutor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), João Fábio Sanches Silva e Patrícia Tenório Noleto, da UCDB.

O haitiano Junel Ilora, em Campo Grande desde o final de 2014, também relatou suas experiências pessoais de imigração para o Brasil, ressaltando que a aceitação da população para com os que aqui chegam é fundamental para que todas as etapas se concretizem. “Não adianta somente sermos recebidos oficialmente pelo governo. A aceitação da população, como vem acontecendo, é fundamental para que comecemos uma vida aqui”, diz Junel que trouxe sua esposa do Haiti, e já têm uma criança nascida em solo brasileiro.

O colóquio também contou com a participação de representantes de Corumbá, Aral Moreira, São Gabriel do Oeste, Rochedo e Tacuru, e outras entidades como a Pastoral do Migrante, OAB/MS e Ministério Público Estadual.

Cerma-MS

O Comitê Estadual para Refugiados, Migrantes e Apátridas no Estado do Mato Grosso do Sul (Cerma-MS), criado pelo decreto nº 14.558 de 12 de setembro de 2016 é composto por 17 membros e igual número de suplentes, sendo 12 representantes governamentais e cinco representantes de Organizações da Sociedade Civil (OSC). É um órgão colegiado de deliberação coletiva e está vinculado à Superintendência da Política de Direitos Humanos (SUPDH).

O Cerma possui Secretaria Executiva e está localizado na Coordenadoria de Apoio aos Órgãos Colegiados (CAORC), situada na rua Marechal Cândido Mariano Rondon, 713, Centro. Contatos podem ser feitos por telefone (67) 3382-8702 ou e-mail ([email protected]).

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