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"É o crime mais grave das leis brasileiras", diz promotor sobre latrocínio em caso Mayara

Promotor descarta feminicídio no caso e pede que seja mantida prisão preventiva dos réus

15 agosto 2017 - 09h06Da redação com Assesoria

O Promotor de Justiça Clóvis Amauri Smaniotto, ajuizou ação penal contra os réus Luiz Alberto Bastos Barbosa e Anderson Sanches Pereira, pelos crimes de latrocínio, ocultação e destruição parcial de cadáver, e receptação, contra a musicista Mayara Amaral.

A denúncia contra o réu Luiz Alberto Bastos Barbosa é pelo crime de latrocínio, agravado pelo motivo torpe, por ódio da vítima e contra pessoa com envolvimento amoroso - violência doméstica. Também acusa o réu pela ocultação e destruição parcial de cadáver, agravado para assegurar a impunidade e vantagem do crime de latrocínio, com uso de fogo e que podia resultar em crime comum. Já o réu Anderson Sanches Pereira foi denunciado pelo crime de receptação.

De acordo com a ação penal ajuizada, o Promotor pediu que fosse mantida a prisão preventiva dos réus. E ainda, que além da condenação com pena de prisão, sejam os réus condenados à reparação de danos morais e materiais aos seus herdeiros.

Em entrevista, o Promotor de Justiça esclareceu que, de acordo com a acusação, o réu Luiz Alberto Bastos Barbosa poderá ser condenado a uma pena de 21 a 33 anos de prisão e o réu Anderson Sanches Pereira, a uma pena de 1 a 3 anos de prisão. Esclareceu que “O crime de latrocínio agravado, pelo qual o réu Luiz Alberto foi denunciado, é o crime mais grave das leis penais brasileiras, não havendo que se falar neste caso em crime de homicídio/feminicídio”. 

Versões


Durante a investigação da polícia, Luis, mudou a versão do assassinato de Mayara e, agora pede nova chance à justiça para relatar o crime que vitimou a musicista. Inicialmente Luis confessou que matou Mayara para roubar seu carro e pertences.

Depois de prestar depoimento para a delegada, responsável pelo caso, Gabriela Stainle, músico mudou a versão do crime em entrevista à revista Veja, afirmando que assassinou Mayara sozinha por raiva após uma discussão.

De acordo com o advogado de Luis Alberto, Conrado Passos o novo depoimento não é uma estratégia da defesa, mas sim uma vontade própria de Luis. Para defesa não existiu o latrocínio, pois a vítima não possuía nada de valor para ser roubado.

Assassinato

A musicista Mayara Amaral, de 27 anos, foi assassinada no dia 24 de julho em um motel, após ser agredida a marteladas. O corpo da musicista foi queimado e jogado na saída para Rochedo, na região do Inferninho.

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