Recordando moradores, locais e histórias, o advogado Sérgio Maidana reúne em sua obra “Na Beira do Mondego”, memórias da bicentenária cidade de Miranda, eternizadas em artigos que foram publicados em veículos de imprensa do estado, por quase uma década.
Mirandense, o advogado e articulista que morou na cidade até os 9 anos, conta que a obra reúne artigos publicados a partir de 2004 a 2010 que retratam Miranda, inclusive a época em que seu pai, Edgar Maidana foi prefeito, de 1972 a 1974, ano em que foi assassinado.
Contos da Ferrovia Noroeste e o descaso com sua importância também são abordados no livro. “São histórias que retratam a cidade de Miranda, inclusive tem um artigo de 2004, ano em que a Noroeste completava 100 anos, enquanto isso, ano que vem ela completa 120 anos e ninguém fala sobre isso", contou.
Na Beira do Mondego, remete a memórias vindas do “leito” do Miranda, no caso do Rio Miranda, que era denominado Mondego pelos portugueses, por sua semelhança com uma corrente que existe entre Penacova e Coimbra no país Europeu.
“Muitas pessoas inclusive em Miranda me cobravam um livro desses artigos porque tinha menção a um familiar, menção a amigos nos textos escritos, até para servir como referência para futuros jornalistas", comentou o advogado.
O livro deverá ser lançado no segundo domingo do mês de março, na Praça da Bolívia, antes de ser disponibilizado online. As pré-vendas serão em janeiro.
Ao começar a edição, Maidana pediu para a artista visual Patrícia Helney, fazer a capa do livro, que ilustra a cidade de Miranda, a casa que o autor morava na frente da Avenida Afonso Pena, ele e seu pai na porta de casa ouvindo pelo rádio jogo de futebol, ao lado do seu cachorro “duque”, ainda é possível ver o trem, a usina de cana de açúcar que existiu na cidade até os anos 1970, a igreja em cimento italiano, a estação de trem e não faltando a cruz gamada portuguesa, dado que a cidade foi fundação direta dos portugueses em 1778 e a onça, animal símbolo na região pantaneira.
Sobre o autor
Sergio Maidana sempre foi apaixonado por leitura, e quando pequeno, era dono de uma mala grande cheia de gibis e trocava com seus colegas do Educandário. Amava ir a Aquidauana visitar suas avós (materna e paterna) quando levava gibis para trocar na porta do cinema.
Criado até os 15 anos na beira do Mondego, posteriormente mudou-se para Campo Grande quando se interessou pela literatura regionalista de Jorge Amado, Erico Verissimo, Graciliano Ramos entre outros, agradecendo a sua professora de Portugues e Literatura do colégio Adventor Divino de Almeida, Geni Ribeiro Galdino, por ter lhe apresentado “Capitães da Areia” de Jorge Amado.
Maidana resolveu um dia escrever, relembrando Garbriel Garcia Marquez, “para não morrer” e enraizar suas memórias.
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A capa do livro ilustra a cidade de Miranda, a casa que o autor morava na frente da Avenida Afonso Pena, além de pontos importantes da cidade (Divulgação )



