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“Não vamos mudar isso com lei”, afirma Rinaldo sobre violência contra mulher

Parlamentar defendeu ações na área da educação pra solucionar problema

03 março 2019 - 14h47Da redação com assessoria

O deputado Professor Rinaldo (PSDB) defendeu, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul na quinta-feira(28), ações educacionais para mudança sobre a cultura do machismo e violência contra mulher. Com base em dados apresentados em pesquisa sobre o assunto, o parlamentar – membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar –, chamou a atenção para a gravidade do problema na sociedade.

“Não vamos mudar isso com lei. Se resolvesse não teríamos mais nenhum crime. Cada vez mais, está certo que vamos mudar por meio da educação. Quando aprovamos a Lei Maria da Penha nas escolas, objetivamos permitir que o jovem entendesse o princípio da tolerância e do amor ao próximo. É nessa fase importante da vida que esse garoto tem que entender a convivência de forma pacífica e que se cometer agressão sofrerá sanções”, explicou o deputado.

Rinaldo apresentou as estatísticas levantadas em pesquisa. “Os números da pesquisa do Datafolha nos deixa estarrecidos. A cada uma hora, no Brasil, 1.830 mulheres são agredidas pelo companheiro. Cerca de 27% das mulheres sofrem alguma violência, 76,4% foram agredidas por conhecidos, 42% tiveram agressões dento lar e 52% decidem não denunciar por medo de perderem vida ou a subsistência, tornando-se reféns de seu algoz”,  destacou.

Outros deputados apoiaram o pronunciamento de Rinaldo. “Essa questão passa por um processo educacional, não é de pena, é de cultura. O menino perpetua o que vê em casa. Não podemos tratar violência contra mulher só do ponto de vista Legislativo. Temos que investir em educação e chamar outros atores para mostrar aos meninos e meninas que é mais muito mais atrativo ser sério e trabalhador do que adentrar no crime”, reforçou Barbosinha (DEM).

“Lembro a frase de uma promotora. Ela dizia que cada vez que acontece violência contra mulher, é o retrato de que a sociedade está doente. Têm homens que não aceitam a progressão da mulher na sociedade e através da violência quer manter a mulher submissa. Com cultura e educação, vamos passar esse momento difícil”, refletiu o deputado Coronel David (PSL).

O deputado Marçal Filho (PSDB) falou sobre a importância da ênfase ao tema. “Esse pronunciamento é mais atual que nunca. Existem milhares de casos em que as mulheres não denunciam, por várias razões. Precisamos reivindicar que iniciativas como a implantação da Casa da Mulher Brasileira se amplie para outros municípios. Essa não é uma luta de agora. Precisamos de respeito acima de tudo e muito amor”, disse.

Senar - square junho21

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