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O engenheiro “está desamparado", diz Marco Maia, candidato ao CREA

Marco disputa as eleições para a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul

01 maio 2020 - 11h50Sarah Chaves    atualizado em 01/05/2020 às 12h17

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (CREA-MS), já iniciou sua campanha eleitoral para eleger o novo presidente do órgão.

Para presidência do CREA-MS quatro profissionais apresentaram requerimento de registro: Claudio Renato Padim Barbosa, Jorge Tadeu Mastela e Almeida, Marco Antonio Paulino Maia e Vânia Abreu de Mello.

A campanha começou dia 7 de março, e a eleição deve ecolher o presidente que assumirá pelo triênio de 2021 a 2023.

Para o candidato Marco Maia, o conselho precisa se unir à outras categorias, para ter mais atividades e base para os profissionais. “Atualmente o engenheiro se sente totalmente desamparado perante o conselho, hoje a engenharia não tem representatividade e precisamos de interação com a sociedade civil e com a parte política”, alegou o candidato.

Marco Maia está na profissão desde 1983, com mais de 33 anos de profissão, já foi secretário de obras no interior do Estado por dez anos, foi diretor da capital operacional do transporte por 4 anos, diretor da divisão de máquinas, e possui mais de 70 obras sob sua gestão.

Para o engenheiro um dos maiores problemas que devem ser mudados com a nova presidência do CREA, é o salário dos profissionais da área. “Temos um problema muito grave a respeito do piso salarial do engenheiro, onde várias propostas de prefeituras são de R$ 1.900 a R$ 2.499. Aliás tem prefeitura que está pagando melhor o motorista do que o engenheiro”, ressaltou.

Para Marco, essas situações exigem posicionamento do presidente do Conselho, algo que segundo ele, não está acontecendo. “O engenheiro merece respeito, as universidades por exemplo tem total afastamento do CREA, formando profissionais que não estão preparados para o mercado de trabalho. Eu tenho como candidatura fazer a união das categorias porque o que eu escuto de 9 a cada 10 profissionais é – Eu pago o CREA por obrigação, porque ele não me serve para nada -. Isso para mim é uma ofensa".

Segundo Marcos Maia, as principais mudanças devem ser desde a melhora da estruturação, das instituições vinculadas ao CREA, o teto salarial, e a união das categorias. “Pois hoje a maioria das associações nas cidades onde tem o Conselho estão praticamente falidas com total dependência, salvo algumas exceções. A presença do presidente é crucial para fazer inspetorias, queremos estar presente nesses locais", declarou o candidato.

Conforme Maia o conselho ainda deve trabalhar junto a sociedade civil para melhorar a infraestrutura da cidade. “Precisamos ajudar na solução da cidade, pois temos problemas de enchentes de microbacias como o Shopping Center Norte, no final da Ernesto Geisel e do Shopping Campo Grande. Temos que cuidar da parte ambiental da cidade que tem crescido demais e impermeabilizando o solo. Precisamos ter uma engenharia voltada para a cidade de Campo Grande, se não daqui a pouco tempo nós vamos ter os grandes problemas que as grandes capitais tem", ele ressalta que o CREA deve participar ativamente do plano diretor da capital para a valorização do engenheiro.

Na eleição que ocorre no dia 3 de junho das 8h às 19h poderão votar apenas os profissionais que estiverem com a anuidade do exercício 2019 quitada até o dia 4 de maio.

O que conforme o CREA, são cerca de 9.527 profissionais ativo no Estado entre, engenheiros, engenheiros agrônomos, geógrafos, geólogos, meteorologistas e tecnólogos destas áreas, que podem votar, porém não é obrigatório.

No Estado as urnas para votação que será em cédula, estarão instaladas nas cidades de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Três Lagoas.

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