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Pai de Henry Borel, menino que foi morto aos 4 anos, quer justiça por Sophia

Carioca, Leniel Borel afirmou estar em contato com o pai da Campo-grandense para dar apoio a dor semelhante a dele

08 fevereiro 2023 - 13h31Brenda Leitte, com G1 Notícias

O que os pequenos Henry Borel e Sophia OCampo tiveram em comum, mesmo a mais de 1,4 mil quilômetros um do outro? Ambos viviam em berços cercados pela violência e passaram anos desprotegidos por pessoas que mais deveriam “sufocá-los” de amor e carinho. Os dois, ele aos 4 e ela aos 2 anos, foram mortos após agressões. Os suspeitos? As mães e os padrastos das crianças.

Henry morava no Rio de Janeiro. Sophia, em Campo Grande. Além de ter sido espancada, laudo necroscópico apontou que a menina também havia sido estuprada. Compartilhando a mesma dor, do tipo que só quem passa entende, os pais dos pequenos, agora, mantém contato. Uma forma de um demostrar apoio ao outro. 

“Fiquei sabendo do caso da Sophia através de jornais. Alguns seguidores nas redes sociais começaram a me marcar sobre o caso da Sophia, essa menina linda, que foi brutalmente assassinada. Chegou para mim um pedido de socorro, para que eu ajudasse esse pai nessa busca por justiça”, explicou Leniel Borel, carioca e pai de Henry. 

Assim como Jean Carlos Ocampo, pai de Sophia, Leniel cobra investigação rígida no caso da menina e pede para que possíveis omissões sejam apuradas. A dor de um pai que perdeu o filho antes mesmo da primeira infância terminar, hoje é experiência, das mais tristes, mas que tem ajudado outras famílias.  

Inclusive, após o crime, Leniel juntou forças, buscou por justiça pelo filho encabeçou a criação da Lei Henry Borel, que tornou crime hediondo homicídio de criança e adolescente. Além disso, hoje, ele tem o Instituto Henry Borel, que presta assistência a parentes de crianças assassinadas e crianças e adolescentes vítimas de violência. 

“São quase dois anos lutando por justiça pelo meu filho, e hoje eu luto pelo Henry e outra crianças. Conseguimos unir um Brasil inteiro pedindo a provação da Lei Henry Borel, consegui em um ano a provação de uma lei, tempo recorde. Hoje a gente luta pela aplicação da lei Henry Borel, para que a gente consiga diminuir esses índices”.

Leniel explicou que as primeiras informações sobre o caso de Sophia, crime que ele classifica como “brutal”, causaram espanto. “Receber o caso Sophia, uma criança linda, sorridente, e não fazer nada para mim já é uma omissão. Eu estou aí nessa luta”. 

O fato de Sophia ter tido trinta atendimentos em unidades de saúde de Campo Grande, antes de morrer, chamou atenção de Leniel. “O caso da Sophia é emblemático, assim como o caso do meu filho. Estes casos mostram que não é só a incompetência, erro, a monstruosidade de dois seres humanos, mas teve uma omissão de várias pessoas. Ninguém da entrada 30 vezes em um hospital e não é ouvida, e ninguém abre os olhos e denúncia”, destacou. 

Para ele, muita coisa precisa mudar para evitar que outras crianças sejam vítimas. “Existem problemas, a omissão está causando morte. São tantos incidentes para causar uma morte. Foram meses que a Sophia sofreu para chegar neste final trágico. A omissão pode matar uma criança e um adolescente”. 

Leniel também lembra que, em muitos casos, os agressões estão próximos. Por isso, qualquer denúncia é vital para livrar crianças, as mais indefesas.

“O agressor, que seja pai, mãe, padrasto, madrasta, esses agressores estão incluídos no lar. Eles não vão falar que estão agredindo uma criança. Quem precisa falar é quem está ao redor, vizinhos, professores, médicos, alguém bater em uma delegacia e falar, ‘olha, essa criança está sofrendo mais tratos'”. 

Lei Henry Borel 

Dois pontos importantes foram acrescidos na Constituição Federal, após a Lei Henry Borel, como Leniel explica. Há a mudança na questão coercitiva, que tipifica o crime de assassinato de crianças e adolescentes como homicídio hediondo, e a parte prática/educativa. 

Na questão prática/educativa há é apontado na necessidade da criança de Centros Integrados para proteção de crianças e adolescentes. Leniel vê esse sistema como um polo de segurança aos menores e afirma que as criações destes centros são urgentes. 

“É uma opção urgente! Precisa sair do papel. Precisamos do centro integrado. Existe a proposta do centro integrado das crianças ser interligado ao hospital. Não é agressão física, existe a sexual. Hoje eu luto não apenas pela lei, mas o pessoal esquece que a lei não é só punitiva, mas também a protetiva. A criação do centro integrado precisa ser colocada em prática para ontem. O capítulo dois da Lei Henry Borel prevê precisa ser colocado em prática”.

 

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