As obras de duplicação da BR 163 deve sofrer paralisação, gerando, de imediato, o fechamento de 1.5mil empregos diretos. A estimativa é do SINTICOP (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada de Mato Grosso do Sul).
“Já fomos comunicados por algumas empresas que haverá dispensa em massa. A CCR MS Via só vai manter os funcionários que fazem a manutenção da rodovia, em torno de 200 pessoas”, afirma Walter Vieira dos Santos, presidente do SINTICOP-MS.
Segundo o Jornal do Ônibus, o anúncio da paralisação foi feito nesta quarta-feira, (12). A empresa pediu revisão do contrato com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). As principais reivindicações são a volta de condições normais de financiamento e regularização de licenças ambientais. A CCR também alega redução de 35% na arrecadação de pedágio.
“É muito estranho o fato da empresa paralisar as obras neste momento e continuar cobrando pedágio", diz Walter. " A demissão dos trabalhadores vai impactar a economia de vários municípios. O SINTICOP vai acompanhar se o pagamento das verbas rescisórias será feito dentro da lei. Recentemente, funcionários dispensados por empresas terceirizadas da CCR não pagaram a rescisão de muitos trabalhadores”, conclui o presidente do Sindicato.
As obras de duplicação tiveram início em julho de 2014. A cobrança de pedágio começou quando 10% da rodovia já tinham pista duplicada. A previsão inicial era de que as obras terminassem em 2020. Até agora foram duplicados 138,5 quilômetros. Até o momento foram injetados nas obras R$ 1,9 bilhão, entre obras, serviços, equipamentos e impostos
Ao todo, são 9 praças de pedágio no estado, com tarifas que custam até R$ 7,40. Para percorrer toda a rodovia de carro é preciso desembolsar R$ 55,40, o valor que é maior para carretas, caminhões e ônibus.
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