O anúncio da disponibilização de créditos para o setor agropecuário feito na manhã desta quinta-feira (6.7) pelo diretor de Agronegócio da Caixa Econômica Federal, Márcio Vieira Recalde, foi bem recebido pelos representantes do setor produtivo presentes ao ato no auditório da Superintendência do banco, em Campo Grande, e reforça a expectativa do governo do Estado de consolidar a posição de Mato Grosso do Sul entre os maiores produtores e grãos do país. A avaliação é do secretário de Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, que representou o governo no evento.
A produção de grãos (sobretudo milho e soja) deve ter um incremento de 40% nesta safra, em relação à safra passada, quando Mato Grosso do Sul colheu 13,6 milhões de toneladas. Vários fatores contribuem para esse aumento, entre os quais o preço, aumento da área e condições climáticas favoráveis.
Nos últimos 40 anos o Estado encontrou sua vocação agrícola e o campo tem se tornado o grande sustentáculo da economia regional. O presidente da Famasul (Federação da Agricultura em Mato Grosso do Sul), Maurício Saito, lembra que em 1977 a safra de soja no Estado totalizou 400 mil toneladas. Neste ano deve chegar a 8,5 milhões de toneladas, um pouco menor que a do milho.
Plano CEF
Atraída por tanta riqueza, a Caixa Econômica Federal entra firme no mercado de crédito agrícola. Ampliou consideravelmente o volume de recursos disponibilizados (R$ 10 bilhões, um quarto a mais que no ano passado) e com juros um ponto percentual menores (8,5% para produtores em geral e 7,5% para pequenos e médios). Criou uma Diretoria de Agronegócio e designou gerentes exclusivos para atender os produtores rurais. “Não há opção para aprendizado, tem que fazer bem feito, chegar ao nível de excelência que o produtor precisa”, sugeriu o secretário Jaime Verruck.
Na safra passada a participação da CEF no financiamento agrícola foi acanhado. Participou com 2,5% do volume de recursos contratados no país. Em Mato Grosso do Sul foram investidos R$ 599 milhões em 1,3 mil projetos de 637 clientes. A meta deste ano é contratar R$ 100 milhões nos três primeiros meses da safra (julho a setembro). No ano passado foram R$ 21 milhões no período.
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