O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Jonatan Barbosa, esteve na manhã desta quarta-feira (25) na Governadoria, onde se encontrou com o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, para uma audiência onde discutiu a situação dos frigoríficos da JBS em Mato Grosso do Sul.
Para o representante dos criadores de gado do Estado, o acordo feito, entre o governo e o grupo da JBS, é de muita importância para a classe produtora que precisa vender o rebanho que está no pasto.
“Está afetando todo o setor, já que se a JBS não compra gado, ele fica no pasto e gado pronto no pasto é prejuízo, ainda mais nesta época que precisa manter no cocho. Os pecuaristas têm contas a pagar e, se não vender o boi, não tem como honrar compromissos”, apontou.
A CPI (Comissão Parlamentar de Investigação) instaurada pelos deputados estaduais para investigar a JBS, resultou no bloqueio de R$ 730 milhões. A ordem judicial, que incluía frigoríficos e contas bancárias, desencadeou protestos dos funcionários da empresa, que chegou a paralisar os abates e alegou dificuldade de fluxo de caixa.
Na sequência, a Assembleia, a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) e o setor jurídico da JBS costuraram acordo para que os bens entrem como garantia, desbloqueando parte do montante sequestrado pela Justiça, e garantindo a volta das operações de abate nas unidades.
Barbosa reconheceu o emprenho do governado em buscar uma solução para o caso. “Estamos atravessando momentos delicados na pecuária do Mato Grosso do Sul, e esse acordo vai ser importante para o setor passar por mais essa crise”, afirmou.
O vice-presidente da Acrissul, Laucídio Coelho Neto, também esteve presente na audiência.
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