O Projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (5), quer obrigar a concessionária de energia de Mato Grosso do Sul, atualmente a empresa Energisa, a realizar a cobrança da taxa de iluminação pública em fatura distinta do consumo mensal de energia, e a manter o serviço mesmo com o não pagamento da fatura.
O projeto é de autoria do deputado Marçal Filho (PSDB), que propôs que a concessionária pode gerar a cobrança no mesmo documento, porém “com discriminação específica e cobradas em códigos de barra diferentes”. As faturas referentes ao consumo e à taxa de iluminação pública deverão estar dispostas de forma simples e de fácil compreensão, informando de “forma correta, clara, precisa e ostensiva os valores correspondentes a cada um dos serviços prestados”.
O objetivo, segundo o autor, é que o consumidor identifique facilmente cada valor que está sendo cobrado. “A exigência atende necessidade da população, o respeito à dignidade, a proteção dos interesses econômicos e transparência e harmonia nas relações de consumo como propõe lei federal”, justificou Marçal Filho.
O projeto ainda determina que, se aprovado, ficará proibido o corte, suspensão ou interrupção do fornecimento do serviço essencial pelo não pagamento do boleto ou fatura referente à cobrança da taxa de iluminação pública, mas esta “poderá ensejar restrição ao consumidor”.
O descumprimento da lei poderá levar a multa de R$ 29.070 a R$ 145.350. A proposta segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
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A direita, deputado Marçal, autor da PL (Reprodução/Assessoria)



