Durante a sessão desta quinta-feira (25) da Câmara Municipal de Campo Grande a diretora da ONG Mapan, Amanda Alice Prado Cheida Bileski, chamou atenção sobre os maus tratos sofridos por animais e destacar a importância da defesa desses animais.
A convite do vereador Dr. Cury, Amanda destacou que “as mais absurdas violências contra os animais são acometidas diariamente. São ignorados quaisquer apelos por quem os trata com compaixão ou mínima piedade, sequer respeitam as poucas leis vigentes em defesa destas vidas. Os animais não podem falar por eles, mas nós somos suas vozes. Saibam que a maneira como tratamos nossos animais mostram como somos e do que somos capazes de fazer contra nosso próximo”, revelou.
Segundo a diretora da ONG, “represento aqui uma classe que não é ouvida, represento todos que lutam em defesa e em prol dos animais, em defesa da vida. Estamos aqui hoje para tentar trazemos para eles o que é de direito, conquistado, porque eles simplesmente não são vistos, cuidados e enxergados”, disse.
De acordo com Amanda, “o CCZ aqui em Campo Grande vem há muito tempo agindo de maneira ultrapassada, uma vez que não acompanha o desenvolvimento no trato para com os animais, não busca novos conhecimentos científicos comprovados. Não vem sendo o exemplo que deveriam no trato de seres vivos, que é a sua missão. Faz-se urgente uma equipe mais preparada no nosso CCZ. O CCZ deve se reciclar, no intuito de melhor servir condignamente todas as vidas com as quais tem contato”, alegou.
Amanda também criticou a burocracia da DECAT (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), que investiga os maus tratos a animais. “O excesso de papeladas implica em tempo perdido e morte certa de muitos animais de violências inacreditáveis. A morosidade com que vem sendo atendidos implica em morte horrenda de seres indefesos. Desejamos considerar o DECT como algo que some aos nossos trabalhos, com o qual possamos contar e não apenas como alegoria do Poder Público. O DECAT deve ter importância para a vida animal”, afirma.
Por fim, Amanda esclareceu que “nós, os seres humanos que atuamos neste trabalho social, em prol do animal, somos seres inteligentes e conscientes de nosso papel dentro da sociedade. Às autoridades competentes, pedimos gentilmente, atenção, cuidado, porque existem mostros humanos à solta”, enfatizou.
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