O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve dar sinal verde para elevar o valor do salário mínimo de 2020 e garantir a recomposição da inflação do ano passado, o valor pode subir para R$ 1.042,71.
O assunto foi tema de reunião do ministro com a equipe na volta ao trabalho após um período de férias de fim ano. O custo adicional deve ficar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões.
O salário mínimo foi fixado em R$ 1.039, com alta de 4,1%. O ajuste ficou abaixo do Índice Nacional de Preços ao Mercado (INPC) de 2019, de 4,48%, que serve como base para correção do salário mínimo. Se for dado o mesmo índice sobre o salário mínimo vigente em 2019.
A avaliação é que, se o governo não fizer o ajuste no mínimo para recompor a inflação passada, o próprio Congresso fará na volta dos trabalhos do Legislativo, com desgaste para o presidente Jair Bolsonaro.
O governo também quer evitar que os mais pobres tenham um reajuste menor já que para aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo, o porcentual ficou em 4,48%. Esse valor é maior que a correção dos segurados do INSS que ganham um salário mínimo (4,1%).
Guedes encontrou uma série de "abacaxis" para resolver, além do reajuste do mínimo: fila do INSS, fundo para compensar a alta do preço dos combustíveis, subsídios para templos religiosos e painéis solares e pressão para aumento dos recursos destinados ao programa Bolsa Família.
Apesar dos temas delicados, o ministro voltou animado, repassou prioridades e metas ao seus secretários. Guedes disse que o trabalho foi "zerado, como se o governo começasse agora".
Um integrante da equipe econômica informou ao que todos os temas mais polêmicos precisam passar ainda pelas análises técnicas. Segunda a fonte, o governo “pode fazer muita coisa desde que escolha o que é prioritário”.
O papel da equipe econômica, reforçou, é apenas alertar para as regras orçamentárias. As restrições são legais. Não há como criar novas despesas sem que se tenha claro a fonte orçamentária e se há espaço no teto de gastos, mecanismo que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação.
Auxiliares do ministro afirmam que o risco maior é que uma parte do governo ache que o ajuste fiscal já foi feito.
O Ministério da Economia já se posicionou contra a concessão de subsídios para a conta de luz de templos religiosos. O ministro, no entanto, ainda não discutiu o assunto com o presidente da República, mas a tendência é que o governo recue devido à repercussão negativa da proposta nas redes sociais, que tem sido apelidado de “dízimo elétrico” e “dízimo de ateu”.
A tentativa do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, de diminuir a polêmica, tampouco deu certo - ele considerou insignificante um custo de R$ 37 milhões por ano.
O subsídio seria concedido aos templos de grande porte, conectados à alta tensão, que pagam valores até 300% mais altos no horário de ponta, entre o fim da tarde e o início da noite. Pelo plano em estudo, eles pagariam uma tarifa mais barata nesses horários, e a diferença seria repassada às tarifas dos demais consumidores.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Gravação de incêndio em usina de Nova Alvorada do Sul termina em justa causa

Mato Grosso do Sul é indicado ao M&E Awards 2026 em três categorias do turismo nacional

Após levar tiro, homem procura atendimento no Hospital Regional em Campo Grande

Ministério Público manda apreender imagens do CCZ em meio à denúncia de 'extermínio'

Esposa de Moraes detalha contrato com Banco Master e afirma que nunca atuou no STF

Cantor Paraná deve receber título de 'Visitante Ilustre' de Campo Grande

Ministério Público manda prefeitura de Corguinho reorganizar sistema de controle interno

Violência contra mulheres dispara e feminicídio triplica em cinco anos no Brasil, diz CNJ

CNJ faz parceria com operadora e envia SMS sobre combate à violência contra mulheres

A avaliação é que, se o governo não fizer o ajuste no mínimo para recompor a inflação passada, o próprio Congresso fará na volta dos trabalhos do Legislativo (Reprodução/Internet)



