As Nações Unidas, por outro lado, estimou em mais de 10 mil o número de mortes provocadas pelo tufão que há quatro dias arrasou as províncias centrais do arquipélago.
O Conselho para a Gestão e Redução de Desastres do país prossegue com uma lenta apuração oficial e, em seu último relatório, também fala de 2.487 feridos.
Cerca de 10 milhões de filipinos foram afetados pelos estragos causados pelo tufão "Haiyan", batizado como "Yolanda" pelas autoridades locais. Pelo menos 660 mil pessoas estão desalojadas, segundo estimativa do órgão governamental.
O último relatório oficial, que datava de segunda-feira, cifrava os mortos em 255.
Além de Tacloban, a capital da ilha de Leyte, onde são estimados uns 10 mil mortos apenas na cidade, existem muitos povoados pequenos pela região que estão totalmente isolados e nos quais a ajuda humanitária ainda não chegou.
"À medida que temos mais acesso (a outras regiões) encontramos mais e mais gente morta pelo tufão", declarou John Ging, membro do departamento humanitário das Nações Unidas, na sede da organização.
As equipes de limpeza estão tendo trabalho para retirar os montes de cabos, árvores e toneladas de escombros das estradas para liberar a passagem dos caminhões com comida, água potável e tendas de campanha.
Precisamente, a escassez de bens de necessidade primária criou um clima de histeria entre os sobreviventes, que estão famintos e sem nada para beber e perambulam pelas estradas da região.
O porta-voz da Defesa Civil do país, Reynaldo Balido, declarou que o restabelecimento da ordem em Tacloban e em outras áreas é uma das "principais prioridades", enquanto a Polícia Nacional e o Exército enviaram reforços ao local para garantir a paz e a ordem na região.
Antes da chegada deste último tufão às Filipinas, o 24º do ano, os meteorologistas tinham alertado que ele poderia ter um efeito ainda mais devastador que o tufão Bopha, que em 2012 deixou quase 2 mil de mortos e desaparecidos.
O desmatamento, a proliferação de jazidas de mineração ilegal, a infraestrutura deficiente e a urbanização desordenada aumentam os efeitos devastadores das chuvas e dos frequentes tufões que atingem as Filipinas durante o período das monções.Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Justiça
Em júri, acusado de matar duas crianças pede para não ser julgado pela 'tatuagem'

Justiça
Família pede Justiça em júri de acusado pela morte de Aysla e Silas em Campo Grande

Polícia
Homem procura a Polícia após levar surra da companheira com cabo de vassoura na Capital

Polícia
Mulher é enganada por falso servidor do INSS e sofre golpe com empréstimo em Campo Grande

Polícia
PM salva bebê em parada cardiorrespiratória em meio ao desespero dos pais em Campo Grande

Geral
No dia do aniversário, bebê de um ano morre após ataque de galo na fronteira

Geral
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 45 milhões nesta terça-feira

Geral
Após 16 anos de espera, policial civil realiza transplante e ganha "nova vida"

Saúde
'Avanço', diz Ministério Público sobre o fornecimento de comida nas UPAs e CRSs

Política

Menino espera por água na beira de uma estrada de Tacloban. (Foto: AP) 



