A Justiça de Mato Grosso do Sul iniciou os preparativos para o julgamento de Aparecida Graciano de Souza, 62 anos, acusada de matar e esquartejar seu marido, Antônio Ricardo Cantarin, 63 anos. O crime ocorreu em maio de 2023, no Bairro Véstia, em Selvíria, a 404 quilômetros de Campo Grande. Aparecida está presa desde o dia 26 de maio do mesmo ano.
Apesar de a defesa tentar retirar Aparecida de julgamento popular, apresentando recursos, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) rejeitaram os argumentos e mantiveram a decisão de que Aparecida será julgada pelo Tribunal do Júri.
O juiz Rodrigo Pedrini Marcos determinou a adoção das medidas previstas no artigo 422 do Código de Processo Penal (CPP), dando início à segunda fase do processo, com a preparação do julgamento. O artigo estipula que, após o recebimento do processo, o presidente do Tribunal do Júri deve intimar o Ministério Público e a defesa para que apresentem as testemunhas que irão depor, no prazo de cinco dias.
Detalhes do Crime
A denúncia aponta que Aparecida teria se queixado de não ser valorizada por Antônio, que precisava de cuidados especiais após sofrer um acidente vascular cerebral. A acusada comprou veneno para ratos em uma loja local e ofereceu ao marido, dizendo que se tratava de um remédio para dor de barriga. Antônio faleceu após ingerir a substância.
Depois de sua morte, Aparecida teria esquartejado o corpo da vítima com uma faca de 23,5 cm e descartado os pedaços em uma mala e sacos plásticos, na rodovia. Durante o interrogatório policial, ela confessou ter administrado o veneno.
Acusações e Prisão Preventiva
O caso segue para julgamento no Tribunal do Júri, com as acusações de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de veneno e dissimulação. Anteriormente, o juiz decidiu que Aparecida permanecerá presa devido à gravidade do crime. A data do julgamento ainda não foi definida.
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