A Petrobras informou nesta sexta-feira (19), em comunicado ao mercado, que o motivo de dois navios iranianos que estão parados perto do Porto de Paranaguá, no Paraná, não terem sido abastecidos, foi o fato de as embarcações - e a empresa à qual eles pertencem - estarem sob sanções aplicadas pelos Estados Unidos.
"A Petrobras não forneceu combustível à empresa exportadora, pois os navios iranianos por ela contratados e a empresa iraniana proprietária dessas embarcações encontram-se sancionados pelos Estados Unidos e constam da lista de Specially Designated Nationals and Blocked Persons List [Nacionais Especialmente Designados e Lista de Pessoas Bloqueadas] do Office of Foreign Assets Control [Ofac, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros]."
A empresa acrescentou que, caso venha a abastecer esses navios, "ficará sujeita ao risco de ser incluída na mesma lista, o que poderia ocasionar graves prejuízos à companhia", e que existem outras fornecedoras de combustível no país.
Parados , os navios Bavand e Termeh estã aguardando abastecimento desde o início de junho. As embarcações vieram ao Brasil carregadas de ureia e deveriam retornar ao Irã abastecidas com milho brasileiro.
A empresa exportadora que contratou os navios chegou a conseguir uma liminar na Justiça do Paraná ordenando que a Petrobras abastecesse os cargueiros. A petrolífera recorreu, e a decisão foi derrubada por uma liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A decisão, de caráter preliminar, ainda será analisada pelo plenário da corte. O nome da exportadora não foi divulgado porque esse processo corre em sigilo.
Desde novembro do ano passado, o presidente norte-americano Donald Trump vem impondo sanções contra o Irã com o argumento de que o país teria descumprido o acordo firmado, em 2015, com os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a China, a Rússia e a Alemanha.
Pelo acordo, o Irã concordou em limitar o enriquecimento de urânio, reformular um reator de água pesada em construção e que poderia produzir plutônio, usado em bombas atômicas; e permitir a realização de inspeções internacionais.
Com as sanções, pessoas físicas, embarcações, empresas de agenciamento marítimo, bancos e exportadores iranianos passaram a fazer parte da lista da Ofac, agência estadunidense de controle de ativos estrangeirose, que proíbe negócios entre empresas dos Estados Unidos com que integra a lista e também congela ativos no exterior.
Deixe seu Comentário
Leia Também

VÍDEO: Monster truck atropela multidão na Colômbia e deixa 3 mortos e 38 feridos

Alimentos importados começam a ter redução de tarifas com acordo Mercosul-UE

Chefs italianos fazem tiramisù de 400 metros para entrar no Guinness Book

Homem atira durante jantar de Trump com correspondentes em Washington

Ao lado do Brasil, Senegal persegue protagonismo no Sul Global

Movimento de navios em Ormuz continua reduzido apesar de trégua

Trump descarta ampliar cessar-fogo e pressiona por acordo com Irã

Carmen Lúcia vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação

Telegram é alvo de investigação por conteúdo ilegal envolvendo menores

Abastecer esses navios poderia ocasionar graves prejuízos à companhia, disse a Petrobras em comunicado (Fernando Frazão/Agência Brasil)


