A polícia de Hong Kong disparou gás lacrimogêneo no centro do distrito comercial da cidade e em duas universidades, nesta terça-feira (12), para interromper protestos pró-democracia, que disse estarem colocando o local sob controle chinês "à beira do colapso total".
Os confrontos ocorreram um dia depois da polícia balear um manifestante à queima-roupa e um homem ser coberto de gasolina e incendiado, em alguns dos piores episódios de violência na ex-colônia britânica em décadas.
Uma manifestação relâmpago de mais de 1 mil manifestantes, muitos usando trajes de escritório e máscaras, se reuniu no distrito comercial pelo segundo dia seguido durante a hora do almoço, interditando ruas abaixo de alguns dos maiores arranha-céus da cidade e de algumas de suas propriedades mais caras.
Depois que eles se dispersaram, a polícia disparou gás lacrimogêneo contra os manifestantes remanescentes na antiga e estreita rua Pedder. A polícia prendeu mais de uma dúzia de pessoas, muitas delas prensadas na calçada contra a parede da joalheria de luxo Tiffany & Co. Mais tarde a polícia isolou a rua Pedder, que estava calma quando funcionários de escritório começaram a ir para casa.
"Nossa sociedade foi levada à beira do colapso total", disse um porta-voz da polícia em um informe, referindo-se aos dois últimos dias de violência. O porta-voz disse que "arruaceiros" mascarados cometeram atos "insanos", como atirar lixo, bicicletas e outros destroços em trilhos do metrô e em linhas de energia suspensas, paralisando o sistema de transportes.
O estado do homem incendiado na segunda-feira ainda é grave e polícia apela por mais informações sobre os responsáveis. Ainda na segunda-feira, a polícia lançou vários cilindros de gás lacrimogêneo em Central, onde alguns manifestantes bloquearam ruas ladeadas de bancos e joalherias. A maioria não abriu as portas nesta terça-feira.
A polícia também usou gás lacrimogêneo na Universidade da Cidade em Kowloon Tong, abaixo de Lion Rock, e na Universidade Chinesa, do outro lado da montanha, onde manifestantes lançaram coquetéis molotov e tijolos contra a polícia. Na Universidade da Cidade, manifestantes armazenaram coquetéis molotov e tijolos nas pontes e outros pontos de acesso e estavam fabricando pequenos artefatos com pregos, aparentemente para furar pneus.
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Manifestação relâmpago de mais de 1 mil pessoas, se reuniu no distrito comercial pelo segundo dia seguido (Shannon Stapleton / Reuters)



