O número de mortos devido aos distúrbios no Chile subiu para 19 nesta sexta-feira (25), após uma semana de manifestações nas ruas do país contra o governo do presidente Sebastián Piñera.
A nova vítima é um peruano que estava em condição muito grave no hospital há três dias. Ele foi atingido por um tiro durante um saque a um estabelecimento comercial em Puente Alto, no sul da periferia da capital.
Esta é a quinta morte de estrangeiros durante a semana de protestos. Dois cidadãos colombianos, outro peruano e um equatoriano também morreram nos últimos dias, segundo os números oficiais do governo.
Entenda
O aumento do preço da passagem do metrô em Santiago marcou o início de uma onda de protestos que, com o passar dos dias, despertou a saturação de parte da população devido ao alto custo de vida e à desigualdade, gerando uma explosão social sem precedentes na história recente do Chile.
As manifestações deixaram mais de 500 feridos e cerca de 2.500 pessoas foram detidas. Devido à pressão, Piñera pediu perdão à população na terça-feira passada e apresentou uma nova agenda.
O presidente chileno decidiu intervir em alguns dos pontos do modelo político, econômico e social que provocam mais rejeição entre os cidadãos, como as baixas aposentadorias, os altos preços dos remédios e a precária saúde pública.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

EUA suspendem vistos de imigração para Brasil e outros 74 países

Brasil entra em lista de países com emissão de vistos congelada pelos EUA

Brasil retribui ajuda da Venezuela na pandemia com envio de medicamentos

Presidente do México descarta invasão dos Estados Unidos

Mato Grosso do Sul registra avanço no Judiciário com 512 mil processos julgados

Presidente de Cuba reage a Trump e diz que país não será intimidado

Protestos no Irã deixam mais de 500 mortos e elevam tensão com os EUA

Trump afasta operação contra Putin e defende pressão política dos EUA

Vaticano tentou negociar asilo para Maduro na Rússia, diz jornal


Esta é a quinta morte de estrangeiros durante a semana de protestos (Edgard Garrido/Reuters)


