Menu
Menu
Busca sábado, 13 de abril de 2024
Justiça

Camila Jara enfrenta batalha jurídica no TRE

Se perder, a parlamentar pode até ser cassada. Deputada é acusada de desrespeitar prazos e abuso de poder econômico

27 fevereiro 2024 - 11h35Vinícius Santos     atualizado em 27/02/2024 às 16h53

A deputada federal Camila Jara (PT-MS) está na 'mira' da Justiça Eleitoral. Ela é acusada de ter feito propaganda eleitoral paga na internet depois do prazo permitido pela lei e de gasto irregular para impulsionar suas publicações nas redes sociais Facebook e Instagram. O caso deve ser julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) e pode resultar em última instância na 'cassação' do seu mandato e na sua inelegibilidade por oito anos.

A ação contra a deputada foi movida por Walter Benedito Carneiro Junior, que também foi candidato a deputado federal nas eleições de 2022, mas não se elegeu. Ele alega que Camila Jara usou indevidamente os meios de comunicação e abusou do seu poder econômico para obter vantagem sobre os demais concorrentes. O relator do processo é o vice-presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, oriundo do MP e considerado “duro” nesse tipo de análise. Informações extraoficiais indicam que o caso pode ser levado a julgamento já em março.

Uso Indevido dos Meios de Comunicação — De acordo com relatórios processuais, a deputada divulgou 36 anúncios de propaganda eleitoral paga na internet em 1º de outubro de 2022. 

Na véspera do primeiro turno, os anúncios tinham potencial para atingir 2 milhões de pessoas, sendo 1,9 milhão no Estado de Mato Grosso do Sul. Esse impulsionamento ocorreu enquanto outros candidatos já haviam encerrado suas propagandas pagas na internet, em conformidade com a legislação eleitoral.

O impulsionamento de propaganda eleitoral paga nas redes sociais da deputada continuou até o dia 02.10.2022, data do primeiro turno das eleições, configurando um possível crime eleitoral, diz o relatório processual do TRE. 

Alegações e Requerimentos — A ação de investigação judicial eleitoral argumenta que a representada [Camila Jara] 'interferiu' nas eleições de 2022 no Estado de Mato Grosso do Sul, utilizando indevidamente os meios de comunicação e abusando do poder econômico.

O caso aguarda inclusão na pauta de julgamento do TRE-MS, onde serão analisados os argumentos e evidências/provas apresentados, decidindo o desfecho do processo eleitoral envolvendo Camila Jara.

Outro Lado — Procurada, Camila Jara informou que o Ministério Público Eleitoral se manifestou pelo arquivamento da AIJE, alegando falta de base jurídica. Ela ainda afirma que agiu de acordo com a legislação eleitoral e reafirma sua confiança na justiça brasileira.  Jara contou, em nota, que já teve defesa apresentada por seus advogados com fatos que comprovam a legalidade das propagandas eleitorais no pleito passado.

O relatório processual completo pode ser conferido aqui.

 

*Matéria atualizada às 16h50 para acréscimo da resposta da Deputada Camila Jara

JD1 No Celular

Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.

 

Reportar Erro

Deixe seu Comentário

Leia Também

Defensores públicos veem iniciativa de Aras como uma ameaça ao acesso à Justiça para as pessoas pobres e vulneráveis
Justiça
PGR defende que STF derrube o marco temporal
Eduardo Cunha
Justiça
Em entrevista, Eduardo Cunha diz acreditar na inocência de Chiquinho Brazão
Efetividade do judiciário de MS é destaque no Mês Nacional do Júri
Justiça
Efetividade do judiciário de MS é destaque no Mês Nacional do Júri
STJ reconhece decisão do TJ sobre caso Solurb
Justiça
STJ reconhece decisão do TJ sobre caso Solurb
Divulgação -
Justiça
TJMS lança aplicativo "e-Mandado" para aprimorar o cumprimento de mandados judiciais
Sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul - TCE/MS
Interior
TCE-MS aplica multa a secretário de educação por falhas na gestão de fundo educacional
Abordagem policial com base em gênero ou cor da pele é proibida pelo STF
Justiça
Abordagem policial com base em gênero ou cor da pele é proibida pelo STF
Imagem Ilustrativa
Justiça
União deve indenizar vítimas de operações policiais, determina STF
Vereador Claudinho Serra
Justiça
Prisão de Claudinho Serra é defendida por juiz de Sidrolândia em manifestação ao TJMS
Edson Giroto
Justiça
Justiça procura Giroto para responder ação por enriquecimento ilícito

Mais Lidas

JD1TV: Peladão, homem é flagrado correndo com bumbum de fora na Mascarenhas de Moraes
Geral
JD1TV: Peladão, homem é flagrado correndo com bumbum de fora na Mascarenhas de Moraes
JD1TV: Homem que colocou fogo na ex-mulher se joga da ponte após cometer crime
Polícia
JD1TV: Homem que colocou fogo na ex-mulher se joga da ponte após cometer crime
Artistas confirmadas na Expogrande 2024
Comportamento
Expogrande 2024 divulga programação dos shows; confira as datas
Acidente congestionou rodovia
Polícia
AGORA: Grave acidente deixa pessoas mortas na BR-163, próximo a Anhanduí