A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (30) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 75/2019, que pretende modificar o artigo 5º da Carta Magna para determinar que o feminicídio poderá se tornar imprescritível, assim como já é o crime de racismo, e ser julgado a qualquer tempo, independentemente da data em que foi cometido. O texto segue para votação em dois turnos no Plenário.
Feminicídio é o homicídio cometido contra mulheres motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero. Atualmente o tempo de prescrição varia de acordo com o tempo da pena, que é diferente em cada caso.
A proposta, de autoria da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), recebeu parecer favorável do relator, Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
Ao justificar a iniciativa, Rose de Freitas citou estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que situou o Brasil em quinto lugar na taxa de feminicídios entre 84 nações pesquisadas. Ela também mencionou o Mapa da Violência de 2015, segundo o qual 106.093 mulheres foram assassinadas no país entre 1980 e 2013.
Estupro
Por sugestão da presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), o relator também incluiu o estupro na lista de crimes imprescritíveis. Proposta com esse objetivo (PEC 64/2016) já foi aprovada pelo Senado e aguarda decisão da Câmara dos Deputados.
Se for aprovada a PEC do estupro na Câmara, vamos ter duas alterações da Constituição em cima do mesmo inciso. Um dos projetos sairia prejudicado. “O do ex-senador Jorge Viana é anterior, mas o de Rose de Freitas vai ser mais amplo”, disse Simone, ao sugerir a emenda.
Violência contra mulher
Já existe agravante se o crime for cometido contra menores de 14 anos, contra maiores de 60 anos ou com deficiência. A pena também é agravada quando o crime ocorrer durante a fase de gestação (ou nos três meses posteriores ao parto) e na presença de descendente ou ascendente da vítima.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Três magistrados disputam no TJMS vaga de desembargador deixada por Djailson de Souza

PolÃcia descobre mercado usado no esquema de 'disk-drogas' e faz prisões em Campo Grande

Decisão unânime do TJMS reforça punição a agressor em caso de violência doméstica

Itamaraty confirma revogação de visto de assessor de Trump

Justiça condena homem que importunou sexualmente adolescente em Campo Grande

Tribunal do Júri condena dois homens pelo homicÃdio de Tiago Sandrin em Sonora

Homem que matou jovem com machadinha em aldeia de Amambai pega 32 anos de prisão

Supremo decide se mantém prisão de Vorcaro

MPMS intensifica fiscalização em unidades de acolhimento de Dourados e Laguna Carapã


Autora da porposta, Rose de Freitas (Pedro França)



