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Justiça

"Delirante", diz Marquinhos ao processar Adriane por fala em rádio sobre manifestação

Prefeita da Capital, ao reagir a protesto contra sua gestão, disse que vereador pagou manifestantes; ele pede que seja condenada a indenizar R$ 150 mil

04 dezembro 2025 - 14h31Vinícius Santos

O ex-prefeito e vereador de Campo Grande, Marcos Marcello Trad, ingressou na Justiça com uma queixa-crime contra a atual prefeita da cidade, Adriane Barbosa Nogueira Lopes (PP), solicitando a condenação da mandatária com o quantum indenizatório mínimo de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais).

O processo decorre de declarações feitas pela prefeita em 2 de dezembro de 2025, durante entrevista ao programa de radiofusão Tribunal Livre, da rádio FM 95,9, nas quais teria feito pesadas e inverídicas acusações pessoais ao vereador, bem como à sua adversária política, Rose Modesto.

Na queixa-crime apresentada à Justiça, o vereador acusa Adriane de crime de difamação, destacando que manifestantes durante o Ato Natal dos Sonhos, realizado na Rua 14 de Julho, contra a gestão dela, foram citados pela prefeita da seguinte forma:

"Manifestantes contratados pelo Marquinhos Trad e pela Rose Modesto, para tumultuar, e isso é algo que tem sido, são ataques coordenados, pessoas contratadas que chegam de ônibus para atrapalhar os eventos relacionados à Prefeitura Municipal de Campo Grande e à minha pessoa."

Ao comentar o protesto na rádio, a prefeita disse ainda:

"Quem é Marquinhos para defender mulheres nessa capital? Campo Grande conhece a história dele. Ele não tem moral para defender as mulheres em Campo Grande. A Rose Modesto? A eterna candidata. Uma desocupada que faz um ano que não desce do palanque eleitoral."

Na ação, os advogados de Marcos Trad classificam a fala da prefeita como "infeliz/mentirosa", destacando que as declarações foram feitas durante programa ao vivo na rádio, atingindo um número expressivo de pessoas. A ação também ressalta que o programa foi retransmitido simultaneamente em plataformas como RádioNet, YouTube, Instagram e Facebook.

O vereador ainda imputa à prefeita crime de calúnia, conforme o artigo 138 do Código Penal, e nega as acusações de envolvimento com os protestos:

"... nunca apoiou qualquer manifestação violenta ou mesmo deseducada... sequer conhece os envolvidos no triste episódio noticiado pela imprensa, cujo enredo é de que há meses, cidadãos vêm protestando contra a gestão política desta Urbe e, infelizmente no último protesto foram reprimidos violentamente por agentes públicos."

Em defesa dos protestos, Marcos Trad afirma:

"Em verdade, tratam de reclamações e protestos legítimos. Isto é fato! Basta observar que estamos diante da gestão municipal mais desaprovada da história de Campo Grande."

O vereador alega que as declarações de Adriane são "notadamente falsa, devaneiosa, delirante einfundada", e que as falas da prefeita são "desonrosas e ofensivas à reputação".

A ação solicita a condenação da prefeita e indica testemunhas para comprovar as alegações. O processo está sob relatoria do Desembargador Jonas Hass Silva Júnior, da Seção Especial Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

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