Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), divulgados nesta quinta-feira (15), mostram que o órgão continua recebendo denúncias de assédio eleitoral em empresas, subindo de 2,3 mil para 3,2 mil mesmo com o fim das eleições deste ano.
As informações foram apresentadas em um relatório entregue pelo procurador-geral do MPT, José de Lima Ramos Pereira, ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes.
“Até agora foram 3,2 mil denúncias, sendo que os casos continuaram a ser relatados após as eleições. Isso significa que algumas pessoas só denunciaram depois, mas outras ainda estão sofrendo assédio eleitoral, perdendo seus empregos por não concordar com algum candidato”, explicou o procurador-geral.
Em 2018, foram registradas 232 acusações desse tipo, número 10 vezes menor que o registrado neste ano, e no relatório o MPT explicou que ações o órgão vem tomado para combater o assédio eleitoral.
“Nada é igual ao que ocorreu em 2022. O que vem sendo concluído é que nós estamos diante de uma nova situação. Será que os empregadores que fizeram isso acreditam que criaram uma nova situação? O principal foco das nossas ações é o pedagógico, punir quem tem que ser punido para que não volte a ocorrer nas próximas. Todos têm que ter a liberdade de escolher seu voto. O MPT fez sua função”, completou Pereira.
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