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Justiça

“Não deu tempo de prepará-lo para isso”, diz avó de Bruninho

Sônia critica decisão da justiça, que concedeu regime semiaberto domiciliar ao ex-goleiro Bruno

22 julho 2019 - 17h11Rauster Campitelli    atualizado em 22/07/2019 às 17h18

Mãe da modelo Eliza Samudio, assassinada em 2010 pelo ex-goleiro Bruno Fernandes, Sônia de Fátima Moura está preocupada com a saúde emocional do neto Bruninho, hoje com nove anos, após a decisão da Justiça de Minas Gerais, que concedeu regime semiaberto domiciliar a Bruno na última sexta-feira (19). Em entrevista exclusiva para o JD1 Notícias, ela conta que não teve tempo de preparar a criança psicologicamente para a informação.  

Segundo ela, Bruninho ficou sabendo da soltura do atleta pelo telejornal. “Ele estava na frente da TV. Não deu tempo de prepará-lo para isso. Ele está com medo, temos que conversar com a equipe de psicólogos antes de decidir o que fazer. Ele é só uma criança, não tem como decidir”, comenta Sônia. Segundo ela, alguns jornais estão distorcendo o que ela disse em entrevistas.

“Eu não estou fazendo a cabeça dele como estão dizendo por aí, só temo pela segurança dele. Ele é um menino alegre, vai bem na escola. Então vamos ter que observar o comportamento a partir de agora”. Sobre a decisão da justiça na última semana, a mãe de Eliza Samudio diz que o regime deveria ser semiaberto, e não semiaberto domiciliar. Pela decisão do juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execuções Penais de Varginha (MG), o ex-goleiro deverá trabalhar durante o dia e retornar para casa à noite.

Ele também está proibido de sair de casa entre as 20h e às 6h, além de frequentar bares e boates. “Ele vai cumprir o restante da pena em casa, isso é regime domiciliar e não semiaberto”, comenta Sônia, que vai conversar com a advogada da família e decidir a melhor forma de proteger a criança. Como a avó tem o direito de tentar as medidas judiciais cabíveis, ela vai solicitar - se julgar necessário - medida protetiva que impeça o atleta de se aproximar do menino.  

“Minha advogada estava de atestado, mas vamos conversar ainda essa semana sobre o que fazer”. Preso desde 2010, Bruno foi condenado, em 2013, a 20 anos e nove meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Agora, após cumprir 43% do total de sua pena, o ex-jogador ganhou direito ao benefício, conforme está previsto na Lei de Execuções Penais (LEP).  

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