Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, foi fuzilado quando chegava em sua casa ((Reprodução/Facebook))A Justiça aceitou, na tarde desta terça-feira (17), a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE-MS), contra Jamil Name, Jamil Name Filho, Vladenilson, Daniel Olmedo, José Moreira Freires, Juanil Miranda Lima, Marcelo Rios e Eurico dos Santos Mota, acusados de matar o estudante, Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, filho do policial militar aposentado, Paulo Roberto Teixeira Xavier.
O jovem Matheus foi brutamente assassinado depois de ter sido fuzilado no dia 9 de abril deste ano. Ele foi morto quando chegava à residência na rua Antônio da Silva Vendas, bairro São Bento, na capital.
A família estava em uma caminhonete quando um veículo de passeio de cor branca se aproximou e indivíduos no seu interior efetuaram os disparos – de fuzis 556. Os pistoleiros fugiram após crivar a caminhonete de balas. O capitão da PM socorreu o filho imediatamente e o levou para a Santa Casa, mas, o jovem morreu antes de dar entrada no hospital.
Operação Omertà
Sobre a denúncia, nove pessoas serão ouvias. Os sete apontados por envolvimento na morte do jovem, Matheus, são acusados de formarem uma milícia no Estado responsável por várias mortes nos últimos anos.
Eles foram presos durante operação do Garras e do Gaeco com apoio dos Batalhões de Choque e Bope da Polícia Militar, deflagrada no dia 27 de outubro deste ano na Operação Omertà, com a finalidade de dar cumprimento à 13 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Bonito.
As investigações do Gaeco tiveram início em abril deste ano, com o objetivo de apoiar as investigações dos homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras desde 26 de abril de 2019.
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