O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) está exigindo mais atenção e rigidez da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (AGEPEN/MS) na apuração de faltas disciplinares praticadas por presidiários nas unidades prisionais.
A promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentin, da 50ª Promotoria de Campo Grande, recomendou à AGEPEN a adoção de medidas para melhorar a coleta de evidências nas investigações de tais faltas, garantindo o direito de defesa dos envolvidos.
As ações sugeridas pela promotora incluem:
1. Ouvir os Policiais Penais que participaram da ocorrência e presenciaram os fatos;
2. Ouvir pelo menos duas testemunhas dos fatos;
3. Capturar e acessar as gravações das imagens captadas pelo sistema de monitoramento das unidades no dia e horário dos fatos, para identificar o responsável pela infração disciplinar. Essa medida vale para casos de posse de substâncias ilícitas, drogas arremessadas para o interior da unidade prisional ou outros fatos em que as imagens sejam necessárias para identificar o agente responsável;
4. Apreender os materiais (drogas e/ou outros objetos ilícitos) encontrados na posse do infractor, lavrar o termo respectivo e encaminhar para realização de exame pericial;
5. Realizar exame de corpo de delito, quando a infração disciplinar resulte em lesão corporal;
6. No caso de infração consistente em posse de substância ilícita, realizar exame toxicológico para comprovar que a substância apreendida é realmente ilegal.
A AGEPEN tem um prazo de 30 dias para responder, por escrito, sobre o atendimento ou não às recomendações, informando as providências implementadas ou que pretende implementar.
JD1 No Celular
Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.
Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Justiça manda soltar policial do Garras preso em esquema de propina em Campo Grande

Homem que matou para vingar a morte do irmão é condenado a 12 anos de prisão na Capital

Justiça limita cobrança do IPTU/2026 em Campo Grande e suspende majoração

Julgamento de matador é retirado de Sete Quedas após Justiça apontar clima de medo

Ramagem nega monitoramento ilegal em depoimento ao STF

Desembargadores mantêm prisão de acusado por homicídio ocorrido no Jardim Leblon

Município de Rio Brilhante é condenado a indenizar JBS em R$ 8 milhões

TJMS contrata obra de R$ 11 milhões para anexo e reforma de gabinete dos desembargadores

Homem que vingou morte do irmão enfrenta júri popular hoje em Campo Grande

Presídio de Segurança Máxima em Campo Grande 



