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Justiça

Seis anos depois, mulher que matou o marido em Campo Grande vai a julgamento

Dirleia Patrícia Monteiro Paes teria assassinado Ivan Júnior Marquezan Cunha enquanto ele dormia no dia 1° de dezembro de 2017

25 abril 2024 - 07h00Da redação    atualizado em 25/04/2024 às 15h18

Seis anos depois, a suspeita de assassinar o marido Ivan Júnior Marquezan Cunha, de 55 anos, será julgada nesta quinta-feira (25), em Campo Grande. Dirleia Patrícia Monteiro Paes, teria cometido o crime enquanto a vítima dormia, no dia 1° de dezembro de 2017.

Desde o crime, as filhas da vítima esperam por justiça. Monike do Nascimento Cunha, chegou a detalhar que a dor de ter perdido o pai não acaba. “Esperamos que com o julgamento ela seja presa e finalmente possamos ter a sensação de justiça. Queremos a condenação da assassina do meu pai”, disse a jovem.

Dentro desses seis anos, a suspeita não chegou ficar presa, já que estava esperando pelo julgamento em liberdade. No decorrer do processo, os advogados de Dirleia entraram com vários recursos para ir ‘adiando’ o dia em que ela iria a júri.

“Nada trará a vida do meu pai de volta, mas ela tem que pagar pelo crime que cometeu”, falou Monike.

Assassinato sem defesa – Depois de não aparecer no emprego, Ivan foi encontrado sem sinais vitais na casa em que morava, localizada no Bairro Amambaí, em Campo Grande.

Diante de toda a situação, o MPE (Ministério Público Estadual) apontou na denúncia que “certo que a autora se valeu de recurso que dificultou a defesa da vítima, visto ter agido com a intenção de surpreender a vítima, já que Ivan encontrava-se deitado, repousando em sua cama, sem que pudesse esboçar qualquer reação eficaz de defesa, pois não esperava tal investida no momento de seu repouso noturno.”

A respeito disso, Monike comentou sobre o laudo pericial, alegando que o pai foi morto violentamente. “Meu pai foi morto e a perícia apontou que não havia sinais de luta ou defesa. Foi golpeado com violência enquanto estava dormindo e sem chance”, detalha.

A filha conta que a dor é tamanha que elas evitam falar sobre o que sentem. “O julgamento é um momento em que vamos ter a oportunidade da Justiça ser feita pelo meu pai e pelo combate a impunidade. Não podemos mais conviver com a sensação de impotência diante da injustiça é o que mais nos indigna e queremos que ela seja julgada e presa. Que vá a juri e lá seja dada a sentença”, finalizou.

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