O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta sexta-feira (26), por unanimidade, uma denúncia protocolada pela Procuradoria-Geral da República contra o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), o empresário Marcelo Odebrecht e outras três pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro. O entendimento dele foi seguido pelos demais ministros.
O relator do caso, o ministro Edson Fachin, classificou as denúncias contra Aécio, que era investigado pela Operação Lava Jato sob a suspeita de ter recebido R$ 65 milhões em propina das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, como “genéricas” por não detalharem a atuação do deputado no caso.
O episódio em questão ocorreu enquanto Aécio era governador de Minas Gerais, e segundo Fachin, a denúncia falhou e “não aponta, dentre as atribuições do cargo de Governador de Estado, quais seriam os atos passíveis de negociação no interesse das sociedades empresárias consorciadas, em especial no contexto dos procedimentos licitatórios das Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau”.
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