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Justiça

Travestis que mataram Pâmela queimada vão a júri popular em Campo Grande

O juiz Aluizio Pereira dos Santos determinou ainda que as travestis, que confessaram o crime, continuem presas

18 agosto 2025 - 12h37Vinícius Santos

O juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, determinou que as travestis Bárbara Roosen Gonzales da Silva e Yara Gabriela sejam submetidas a júri popular pelo homicídio de Pâmela Mirella Ferreira, de 31 anos.

Pâmela deu entrada na Santa Casa no dia 19 de janeiro de 2025, após sofrer queimaduras em cerca de 80% do corpo, e morreu na madrugada do dia 21 devido a complicações nos órgãos e choque circulatório.

As acusadas estão presas preventivamente desde 20 de janeiro, conforme decisão judicial, e devem permanecer detidas até o julgamento. Elas respondem pelos crimes previsto no artigo121 (matar alguém, bem como as qualificadoras), §2º, incisos I, III e IV, e 250, §1º, inciso II, alínea “a”, do Código Penal.

O ataque - Segundo denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), na manhã de 19 de janeiro, por volta das 6h, Bárbara e Yara teriam atacado Pâmela em sua residência, no bairro Vila Carvalho. O crime ocorreu após um desentendimento em uma casa noturna, onde Yara chegou a ser expulsa pela segurança.

Ainda de acordo com o MPMS, as acusadas solicitaram um transporte por aplicativo, levando um galão de plástico, compraram gasolina durante o trajeto e, ao chegarem à residência de Pâmela, Yara teria despejado o combustível e ateado fogo na frente da casa, enquanto Bárbara assistia. O incêndio atingiu a vítima, que foi socorrida por vizinhos.

Após o incêndio, as duas retornaram à residência de Pâmela armadas com uma faca, ameaçando concluir o crime, mas recuaram diante da presença de vizinhos e fugiram.

Confissões - Em depoimento, Yara Gabriela confirmou ter comprado gasolina e iniciado o incêndio, mas disse não ter tido intenção de matar. Bárbara também admitiu ter acompanhado Yara na compra do combustível e presenciado o ataque.

O juiz destacou que o crime foi cometido por motivo torpe, utilizando fogo e aproveitando-se da surpresa para dificultar a defesa da vítima. Por isso, determinou a pronúncia das acusadas e encaminhou o caso ao júri popular. Caso não haja interposição de recursos pelas partes, a data do julgamento será agendada.

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