O laudo da Coordenadoria-Geral de Perícias aponta que o tiro que matou Wellington dos Santos Vieira, durante confronto com policiais militares no município de Anastácio, na madrugada de 31 de março, não atingiu a vítima pelas costas, como alegaram familiares. Segundo o documento, ao qual a reportagem teve acesso, o orifício de entrada do projétil foi localizado na região mandibular esquerda.
Ainda conforme o laudo pericial, o projétil não atravessou o corpo da vítima, sendo localizado e retirado da região carotídea direita. Os policiais envolvidos na ocorrência encontram-se detidos, e o caso permanece sob investigação.
O laudo surge em um momento importante, em que a família contesta o confronto. Um vídeo mostra Wellington correndo e caindo enquanto os policiais o seguiam. Contudo, segundo fontes policiais, o disparo não ocorreu nesse momento, mas após Wellington já ter confrontado os agentes.
Investigado por homicídios
Wellington dos Santos Vieira, morto no confronto policial, era investigado em dois assassinatos, o do casal Maria Clair Luzini, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos, em Anastácio.
Segundo a Polícia, Wellington e David Vareiro Machado participaram diretamente da execução do casal. As investigações indicam que Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos, filha do casal, foi a responsável por planejar a ação, tendo contratado terceiros para executar o crime. Ela já se encontra presa.
Dentro dessa trama, David Vareiro Machado também foi assassinado, após cobrar pagamento pelo crime de execução do casal. O companheiro de Maria de Fátima, Wendebrson Haly Matos da Silva, teve participação confirmada na morte de David e há fortes indícios de que ele também tenha atuado como mandante no homicídio do casal.
A Polícia Civil aponta que os três crimes fazem parte de uma mesma cadeia de eventos, e a motivação do crime contra o casal ainda está sendo investigada.
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Reprodução / Laudo 



