O relatório entregue pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) traz nuances de atuação da milícia montada pelos empresários Jamil Name a Jamil Name Filho que envolveria o pagamento de propinas para agentes penitenciários no Instituto Penal de Campo Grande. Além disso, havia um medo intenso das ameaças constantes de Jamilzinho, segundo o relatório do Ministério Público Estadual (MPE).
Durante uma das ligações gravadas pela interceptação telefônica, um dos membros da milícia Luis Fernando Fonseca, o "Ligeiro", conversa com uma mulher não identificada pela polícia, sobre a rotina de um dos presos do bando que estava no Penal.
“Vai fazer 20 dias que ele está lá”, conta sobre "Itaquera", conhecido deles. "Itaquera" estaria no setor correcional, também conhecido como “corró”, onde ficam os presos recém chegados e que não tem cama ou outros tipos de “benesses”, ficando vários presos numa cela.
Ligeiro então é informado que para que a situação do amigo melhorasse, era preciso “entrar no esquema”, ou seja, pagar propina. “O que passa por lá é tudo propina, pagam porcentagem para o diretor e lá dentro eles vendem tudo”, diz a mulher a Ligeiro, afirmando que ele já teria recebido inclusive um aparelho telefônico, mas que ainda “não estava no ar”. Fonseca é considerado um dos homens de confiança de Jamil Name e foi preso no haras da família.
O trecho, foi destacado nos documentos constitutivos que compõem a denuncia criminal apresentada pelo Gaeco e que foi a base para o pedido de prisão autorizado pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, no dia 25 de setembro.
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Ligeiro então é informado que para que a situação do amigo melhorasse, era preciso “entrar no esquema”, ou seja, pagar propina (Reprodução/Internet)



