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Polícia

Empresário de 63 anos é preso por "estupro"

Fadil Bahmad pode responder por estupro de vulnerável e exploração sexual de adolescente

13 agosto 2019 - 11h51Sarah Chaves, com informações da assessoria

A Polícia Civil de Ladário, prendeu o empresário, Fadil BAhmad, 63 anos, por estupro de vulnerável e favorecimento de exploração sexual de adolescentes, praticados. A investigação policial perdurou por meses, apurou o estupro de vulnerável e favorecimento de exploração sexual de adolescentes, praticados, em tese, por ele.

Segundo informações da polícia, o acusado é um empresário bem sucedido em Ladário,e teria se aproveitado de tal situação. "Explorando sexualmente meninas de famílias carentes da cidade, oferecendo dinheiro, presentes, tratamento de beleza e até mesmo alimentação, em troca de favores sexuais, em alguns casos com a conivência dos próprios pais".

Durante a investigação, ficou comprovado que o empresário "estuprou uma adolescente de 13 anos, ao chamar a garota para passear de carro e fazer compras". Conforme relatos da vítima, durante o trajeto o homem teria passado as mãos e acariciado as partes íntimas dela. Além disso, o acusado constantemente fazia com que a menor enviasse fotos íntimas a ele.

As investigações mostraram ainda, que o empresário explorava sexualmente mais duas adolescentes, com oferta de dinheiro e presentes, em troca de favores sexuais.

Para o delegado Luca Venditto Basso, responsável pelas investigações, o caso assumiu contornos peculiares, pois o investigado é conhecido e bem relacionado em Ladário. “Isso fez com que outras pessoas, ainda que indignadas, não colaborassem com a investigação, assim como as próprias famílias das vítimas, que estavam sendo supridas financeiramente pelo acusado”, explica.

O empresário foi preso no dia 29 de julho último, em cumprimento a um mandado judicial de prisão preventiva, sendo ainda indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, com pena de 8 a 15 anos de reclusão, e de favorecimento de exploração sexual de adolescente, com pena de 4 a 10 anos de reclusão.

“Embora concluída a investigação, os trabalhos da Polícia Civil continuam, por isso pedimos que outras meninas que por ventura tenham sido vítimas de exploração ou abusos sexuais, que procurem a Delegacia de Ladário para as providências cabíveis”, finaliza o delegado Luca Venditto.

Senar - agosto2020

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