Preso e indiciado pelo crime de estupro de vulnerável, o professor de 36 anos que lecionava na Escola Municipal Alcides Pimentel na Vila Carvalho era conhecido por ser “carinhoso” com as crianças.
A delegada titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Anne Karine afirmou que o suspeito é professor há vários anos e no início de 2022 foi contratado para dar aulas de inglês na unidade educacional e trabalhou com crianças dessa faixa-etária pela primeira vez.
“Durante interrogatório negou veementemente os abusos, mas confirmou conhecer cada uma delas”, ainda conforme a delegada, o suspeito chegou a entregar presentes como brinquedos para uma determinada criança, sendo que com essa foram vários episódios de abusos.
As 14 vítimas foram todos meninos de séries diferentes da escola que atende crianças de 4 a 11 anos. Em depoimento especial todas as crianças confirmaram os atos, o que respalda a confirmação da culpa.
Conforme os depoimentos, o professor aproveitava os momentos em que as vítimas ficavam sozinhas com ele na sala de aula, ou quando iam levar atividades para ele corrigir, para colocá-las em seu colo. Atrás da mesa, o professor passava a mão nas partes íntimas das crianças.
Professores, diretores e coordenadores da escola também foram ouvidos e relataram nunca terem presenciado atos suspeitos, porém ele era conhecido por ser “carinhoso” com as crianças.
Conforme declaração da delegada, durante o interrogatório foi notável uma certa frieza do autor, e por ele conseguir dissuadir as crianças, acreditava que não seria pego.
Há suspeitas que os abusos também podem ter sido cometidos em outras escolas por onde o suspeito passou, mas até o momento não houve denúncias, além dessas que ocorreram na escola da Vila Carvalho.
O celular e notebook do suspeito foram recolhidos para serem periciados. No fim a delagada da especializada deixou um alerta para os pais. “Os responsáveis devem orientar desde os pequenininhos, desde o momento que eles tenham entendimento, ter uma relação aberta, para que as crianças não tenham medo de contar casos de abuso, para não terem medo de ameaças. Isso acarreta um abalo psicológico para o resto da vida. Não se deve confiar em qualquer pessoa, ficar de olho aberto, se a criança não gosta de ficar perto da pessoa, pode ser um sinal, se a criança começa a apresentar muita irritabilidade e a cair no rendimento escolar, os pais devem ficar atentos”, frisou.
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Delegada titular da Especializada Anne Karine e delegado Roberto Morgado (Evelyn Thamaris)



