A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat) apura a suspeita de “extermínio” de animais dentro da Coordenadoria de Controle de Zoonoses (CCZ), em Campo Grande. A investigação foi confirmada ao JD1 Notícias pelo delegado Reginaldo Salomão, responsável pelo inquérito policial.
Para a reportagem, ele disse que "o inquérito existe, a investigação foi instaurada e não vamos analisar apenas o dia da denúncia. A apuração abrange os casos ocorridos de 2022 para cá. Todos os registros desse período serão levantados para análise, em conjunto com o Conselho Regional de Medicina Veterinária."
Questionado sobre a existência de elementos que indiquem “extermínio” de animais no CCZ da Capital, o delegado afirmou, “o que existe, neste momento, é uma denúncia. Não há qualquer elemento de convicção nem fato comprovado. A acusação é grave, mas, por ora, trata-se apenas de uma acusação”.
Indagado sobre a existência de câmeras dentro das salas de eutanásia, Salomão explicou, “Nós já solicitamos, mas ainda não recebemos. A solicitação já foi feita. As câmeras são externas. No interior, não tem.”
A investigação conduzida pela Decat tramita sob sigilo. Segundo o delegado, a medida foi adotada para preservar a integridade dos servidores do CCZ, que estariam sofrendo ameaças. “Eu não quero que apareça o nome das médicas, nem o nome dos auxiliares, porque eles têm sido ameaçados constantemente".
Prisão - Com o avanço das investigações, caso sejam constatadas irregularidades no âmbito criminal, o delegado afirmou que poderá solicitar a prisão dos responsáveis.
“Se o caso do CCZ realmente estiver ocorrendo, e havendo respaldo técnico — até porque eu não sou médico-veterinário —, ao final da investigação vamos pedir a prisão dos responsáveis. Comprovada a eutanásia indiscriminada, isso será devidamente responsabilizado”.
O delegado explicou ainda que a investigação irá apurar os exames de leishmaniose que embasaram os procedimentos de eutanásia realizados no CCZ. Segundo ele, será analisado se a eutanásia era, de fato, necessária, se os exames laboratoriais apresentados eram suficientes e se os laboratórios e equipamentos utilizados estavam em conformidade com a legislação vigente.
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Delegado da Polícia Civil Reginaldo Salomão - Foto: Luiz Vinicius 


