As investigações apontaram que o ‘roubo seguido de sequestro’ ocorrido na tarde de ontem (27), em Campo Grande não passou de uma história para a vítima não contar aos familiares que havia caído no ‘golpe do bilhete premiado’.
Conforme as informações repassadas pelo delegado Fabio Peró, as autoridades perderam tempo atrás do falso sequestro até a idosa finalmente revelar a verdade. “Ela teria sido abordada por essa suposta amiga nas intermediações da Igreja Perpétuo Socorro, na área central. Inicialmente ela disse que após isso eles andaram por um tempo dentro do veículo até ir ao banco fazer a transferência. Enquanto ela mexia com isso, a suposta amiga estava presa pelo motorista de aplicativo, essa foi à versão inicial”, relatou.
Explicando que toda notícia-crime que chega até a delegacia é tratada como verdadeira, Peró reafirmou que os investigadores deram início às diligências. Imagens de câmeras de segurança mostraram realmente a idosa entrando e saindo de um veículo, porém tudo muito tranquilamente. Durante a conversa com a vítima, ela passou a apresentar versões contraditórias.
Já hoje pela manhã, a idosa resolveu contar a verdade para os investigadores. “Muito emocionada, ela disse que a história do sequestro surgiu porque ela estava com vergonha de contar aos familiares que teria caído no golpe do bilhete premiado. Essa amiga nunca existiu, 'ela' na verdade era integrante de uma quadrilha”, explicou.
As equipes policiais devem continuar em busca pelos autores, a fim de prendê-los para evitar situações semelhantes. Os investigadores trabalham para saber se a dupla agiu sozinha ou teve o envolvimento de outras pessoas no caso.
Bilhete premiado – os autores tendem a abordar desconhecidos na rua tentando puxar assunto e dizendo que ‘ganharam na loteria’, apresentando inclusive um canhoto da aposta. Porém, o autor nunca está com os documentos e pede para que a pessoa abordada a acompanhe, com a promessa de realizar um pagamento alto depois, como recompensa.
No caso da idosa, ela perdeu a quantia de R$ 50 mil após revelar que possuía o dinheiro guardado em uma conta bancária. Ela fez isso acreditando que receberia uma boa bonificação. “Ela agiu realmente de boa fé e acabou perdendo o dinheiro", finalizou o delegado.
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