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Polícia

Mensagens “amorosas” da esposa teriam causado a fúria de Hugleice

Ele que é réu em processo de ocultação de cadáver da cunhada e aborto, esfaqueou a mulher no pescoço

19 novembro 2018 - 12h00Da redação    atualizado em 19/11/2018 às 12h37

Hugleice da Silva, 35 anos, continua foragido da Justiça depois de esfaquear a esposa no pescoço. Ele teria amarrado a Mayara Barbosa, 29 anos, e tentado mata-la a facadas. O fato ocorreu na residência do casal em Rondonópolis (MT).

Em entrevista ao JD1 Notícias, o advogado José Roberto da Rosa que faz a defesa de Hugleice, disse que ele deve se entregar à polícia nas próximas horas e provavelmente acompanhado da defesa. Segundo ele, o motivo da tentativa de homicídio seria o fato de Hugleice ter visto mensagens amorosas de Mayara enviadas a outro homem (possível amante). "O que culminou com o golpe de faca foi por conta de uma discussão que eles tiveram, devido ele ter localizado no aparelho, mensagens trocadas dela com um possível amante. Agora, eu não posso afirmar o teor dessas mensagens porque eu ainda não tive acesso a isso, o que ele me informou é que todo o conteúdo está com ele" explicou José Roberto da Rosa.

Mayara foi socorrida e encaminhada ao hospital de Rondonópolis onde permanece estável.

Conforme divulgado pela defesa, Hugleice cometeu o crime em um momento de raiva e deve se apresentar à polícia de Mato Grosso.

Caso Marielly

Marielly teve um caso com o cunhado Hugleice e ficou grávida. Na época ele esquematizou o aborto da jovem junto com o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes que cobrou R$ 1 mil para realizar o procedimento. Mesmo tendo ajudado Marielly a abortar, ele sempre negou ser o pai da criança.

No dia 21 de maio de 2011, a vítima saiu de casa e não foi mais vista. A família toda, inclusive Hugleice fizeram campanhas e peregrinações para encontrar a jovem, até que no dia 11 de junho o corpo dela foi achado em um canavial em Sidrolândia.

Hugleice levou a cunhada para a casa do enfermeiro para realizar o aborto. Momentos depois, Jodimar avisou que Marielly havia morrido e os dois levaram o corpo da mesma e dispensaram no canavial.

A Justiça conseguiu descobrir que Hugleice tinha falado com Marielly por telefone no dia do desaparecimento e as provas foram aparecendo.

A empregada do enfermeiro Jodimar confirmou ter visto Hugleice na casa, e a operadora do celular dele indicou a localização em Sidrolândia. A família de Marielly teria mentido ao dizer que Hugleice permaneceu em casa no período da tarde no dia do crime.

O enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes e Hugleice foram indiciados por aborto e ocultação de cadáver. Eles permaneceram um tempo presos, e posteriormente conseguiram na Justiça o direito de responder em liberdade.

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