O catador de material reciclável Luciano Macedo, baleado por militares do Exército durante ação na zona oeste do Rio de Janeiro, morreu nesta quinta-feira (18).
O homem ficou 11 dias internado, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, e morreu às 4h20, no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Luciano foi baleado no dia 7 de abril.
Ele foi atingido ao tentar ajudar a família do motorista de carro atingido 80 vezes pelos militares, o músico Evaldo Santos Rosa, que morreu no local. Os militares também atingiram o sogro do musicista , Sérgio Araújo, com tiros nas costas. Ele já recebeu alta hospitalar.
No dia da ocorrência, o Comando Militar do Leste publicou uma nota divulgada à imprensa, dizendo apenas que um pedestre tinha sido atingido em um tiroteio, mas não assumiu a autoria dos tiros que atingiram o catador. O CML assumiu a responsabilidade pelos disparos que mataram Evaldo e feriram Sérgio.
Prisão
Nove militares foram presos preventivamente por decisão da Justiça Militar depois que o Exército abriu investigação sobre o tiroteio, devido a inconsistências na versão dos envolvidos.
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Luciano Macedo levou um tiro ao ajudar a família que teve o carro atingido por mais de 80 disparos (Reprodução/Redes Sociais)



